Foram três anos de festa, todos os sábados. Com o nome convidativo: “Samba, Sabor e Prosa”, o estabelecimento conquistou um público certo, sócios de carteirinha, cerca de 30 mil pessoas que já passaram por ali para dançar e cantar o ritmo genuinamente brasileiro. Neste final de semana, dia 17 de dezembro, a partir das 20h, será o último evento no local, e as atrações serão o Grupo Casual, Gideão Dias e Samba Dez.
O empresário Deodato Neto, que também é professor, abriu um cursinho no andar superior do Sabor e Prosa, no entanto, com o sucesso do empreendimento, terá que suspender os eventos de samba a fim de ampliar o espaço da escola.
Conforme o proprietário, os três anos de funcionamento vão deixar apenas boas recordações para ele e para as pessoas que frequentaram o local. “A empresa como negócio nunca foi nossa prioridade. Os criadores do Samba, Sabor & Prosa montaram uma ideologia de vida ali dentro, fazendo amigos, cultivando essa amizade e o verdadeiro sentimento de companheirismo”.
Ele lembrou, ainda, que “em três anos de Samba Sabor & Prosa não teve nenhuma confusão, briga ou conflito que prejudicasse a noite de alegria de todos”.
Entre tantos fãs e sócios de carteirinha, um se destaca nos sábados ao som de Gideão Dias, Samba Dez, Sampri, Casual, ou qualquer outra atração. O “Montanha”. Dificilmente alguém que frequenta o Samba não conhece a figura. “Eu fui em praticamente todos os sambas do Sabor & Prosa”, confirma ele.
Luiz Eduardo Rocha, com seu nome imponente, e apelido mais ainda, que entram em contradição com seu carisma e baixa estatura, é popular entre os músicos, funcionários e público do Samba. “Meus primeiros passos foram no Samba, Sabor & Prosa”, afirma o rapaz. Hoje, onde tem samba está o Montanha, sempre dominando uma gafieira como se já tivesse feito muitas aulas de dança. “Modéstia a parte, hoje em dia sou o dançarino preferido da mulherada”, diz entre risos.
Ele conta também, que terminou o namoro com uma mulher, para começar o relacionamento eterno com o samba. “Nunca tinha ido num samba, e terminei o namoro por causa do samba”, disse ele. O rapaz é chamado no palco em todos os shows do Grupo Samba Dez, para dançar e provocar a alegria e animação de quem assiste. “Para dançar não tinha lugar igual. É como uma segunda casa para os amigos”, disse o cliente que fortaleceu sua amizade com Deodato, se tornando um dos melhores amigos do empresário, o chamando de “pai”.
Ana Maria Assis
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Arquivo/Sabor & Prosa