Neste domingo de Carnaval, 19 de fevereiro, pela quinta vez o “Cordão da Valu”, popular principalmente entre grupos ligados a classe artística de Campo Grande, ganha as ruas com uma folia alternativa, porém organizada. O bloco tem encontro marcado às 14h, no bar do Zé Carioca, que fica na Vila dos Ferroviários (Rua general Mello, nº 91, proximidades da Feira Central).
Silvana Valu teve a ideia de chamar os amigos em 2008 para fazer um carnaval em bloco, com características originais da folia: pessoas fantasiadas e marchinhas. E, embora seja comum em Campo Grande apontar que a cidade não conta com animação de Carnaval e que as pessoas não costumam participar de iniciativas como esta, o Cordão da Valu deu certo e já conquistou um público que colore as ruas da Capital todo Carnaval, completando então a sua quinta edição.
A garantia do cordão, por desfilar durante o dia, é ser um programa para toda a família. No movimento, gente de todas as idades costumam ir para as ruas, reunindo amigos fantasiados e criativos, que se organizam em grupo para chamar atenção dos demais.
Meses antes da folia, o Cordão da Valu costuma organizar eventos para arrecadar dinheiro a fim de pagar a banda que desfila junto com o grupo no Carnaval. A chamada para a população campo-grandense é para preparar sua fantasia, reunir os amigos e ir curtir o Carnaval, sem pagar para participar da festa.
Cordões
O “Cordão”, que inclusive dá nome a uma música do Chico Buarque, começou no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX.
Grupos de foliões invadiam as ruas cariocas nesta época do ano, e o nome do movimento parece ser pela semelhança com uma “corrente” de pessoas, grupos ligados ou juntados por uma corda imaginária, por reunir foliões fantasiados de maneiras diferentes, cantando e dançando as marchinhas carnavalescas.
Ana Maria Assis
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Foto: Arquivo/Cordão da Valu