Completando 20 anos de estrada em 2012 e com mais de 40 prêmios dedicados às suas criações, além de participações em festivais nacionais e internacionais, o Grupo Teatral Palco, Sociedade Dramática estreia seu mais recente trabalho: “O Escurial”, adaptação livre da obra do Belga Michel de Gheuderode.
O espetáculo será encenado no Armazém Cultural de 20 a 24 de março as 20h, com ingressos a R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia entrada). A Classificação é de 10 anos. A apresentação tem investimento da Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), com o Fomteatro, é uma realização da Associação Artística Cultural Palco de Artes Cênicas, Esporte, Lazer e Promoção Social (AACP) e Grupo Teatral Palco, Sociedade Dramática.
No Elenco de “O Escurial” estão Bruno Moser e Camilah Brito, que contam com a direção de Espedito Di Montebranco.
Em “O Escurial”, escrito em 1927, Michel de Ghelderode mostra um texto expressionista, onde “o homem não vale nada”, expondo-o no seu limite mais básico. Um Rei refém da sua loucura vagueia solitário e diverte-se com ela. Em um espaço mais próximo a rainha agoniza em seu leito de morte envenenada, assassinada em seu próprio palácio.
Um monge prepara-se para as honras fúnebres enquanto Folial, um bobo escravizado à sua condição de plebeu, tratador de cães têm como obrigação divertir o Rei nos jogos que este mesmo cria para conforto do seu sadismo e crueldade. Tudo se passa nos últimos momentos de vida da rainha.
Ghelderode vai mais além e inverte os papéis. Se por um capricho da vontade (do Rei), o bufão ascende à cadeira do poder, ele com o próprio poder se transforma na criatura maquiavélica a quem tanto detestava. A velha frase “Dê poder a um homem e o conhecerá” é bem real neste espetáculo.
Michel de Gheuderode foi um escritor político que escreveu mais de sessenta peças de teatro, uma centena de histórias, uma série de artigos sobre arte e folclore e mais de 20.000 cartas. Ele é o criador de um fantástico e perturbador mundo muitas vezes macabro, grotesco e cruel cheio de manequins, fantoches, diabos, máscaras, esqueletos, apetrechos religiosos. Suas obras mostram uma atmosfera misteriosa e inquietante.
Ana Maria Assis/Fonte: Assessoria
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