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Cultura

Com era da internet, filme sobre confusão entre MT e MS ultrapassa fronteiras

29 julho 2013 - 11h41 Por Ana Paula Duarte

Partindo do princípio da eterna confusão entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul que permeia eventos públicos e até a presidenta Dilma Roussef, o que deixa irritado principalmente os sul-mato-grossenses, o cineasta Fábio Flecha produziu o curta-metragem “Do Sul, Mato Grosso do Sul” gravado em um bar de Campo Grande. O filme foi lançado na última quarta-feira (24) e na internet já passa das 6 mil visualizações.

“Faz tempo que eu tenho na cabeça porque as pessoas erram o nome do Estado, e tem uma linguagem forte. Eu já era fã de cinema de ação, cresci vendo esses filmes, até porque existe o velho oeste e o novo oeste” conta o diretor e roteirista, Fábio Flecha.

Em tom de humor e inspirado no estilo Bang Bang de cinema, o filme conta a história de um grupo de paulistas liderado por Ceará que vem a Mato Grosso do Sul para uma negociação. Tudo vai bem até que eles começam a chamar MS de MT e são corrigidos por Jacaré, o representante local. Apesar dos avisos, os paulistas resolvem debochar do problema e essa decisão não acaba bem. “Do Sul” valoriza o nome correto do estado de Mato Grosso do Sul e para reforçar a distinção, o filme faz comparações entre paulistas corintianos como confundir Pacaembu com o Parque Antártica.

Embora o filme possua 15 minutos conforme a Ancine determina para concorrer em mostra de Festival, o maior objetivo é buscar o público e isso vem sendo alcançado com uma marca de quase 7 mil visualizações na internet, em apenas 4 dias após a publicação. “A gente entende que o que vai ajudar é visibilidade e em um festival o público é pouco” defende o diretor. Ele ressalta também que em festivais é muito segmentado, por exemplo, documentário ou terror. “Filme de gaveta não funciona” é o ditado que Fábio leva para estimular a divulgação.

Integram o elenco Espedito de Montebranco (Jacaré), Cléber Dias (Ceará), Anderson Black (Cuiabano), Bruno Moser (Febem), Marcos Moura (Tonhão), Renata Macedo (Gisele), Priscila Godoy (Bruna), Suzana Alcântara (Claudinha), Jurema Castro (Judite), Stepheen Abrego (Carlos Torres), Claudeir Dilly (Curimba), Aires Gonçalves (Paraguaio), “Kojiroh” (Zóio), Rodrigo Rezende (Obama), além da participação do violonista Marcelo Loureiro e O Bando do Velho Jack. A Fotografia é de Márcio Padilha, Direção Executiva de Tânia Souzza.

Gravado em uma semana, 90% do filme foi produzido no mesmo local e o filme mostra que a produção cinematográfica do Estado ainda é forte.

O diretor e roteirista do curta “Do Sul , Mato Grosso do Sul” possui o projeto Lendas Pantaneiras, onde produz curtas baseados em contos do Estado. “Espera” foi o último trabalho dele e já está disponível na internet, seu próximo curta-metragem chama “Desafio de Viola”.

Para assistir o filme na versão para internet clique aqui.

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