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Economia

Inflação do mês de agosto chega a 0,43% na Capital

6 setembro 2011 - 11h03 Por Markito

Apresentando tendência a alta desde o mês de julho, a inflação registrada na cidade de Campo Grande no mês de agosto foi de 0,43%. Os grupos Alimentação e Despesas pessoais foram os que mais contribuíram para a alta, de acordo com o Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Universidade Anhanguera-Uniderp.

Conforme dados divulgados nessa segunda-feira (06), A inflação acumulada em 2011 na Capital é de 4,74%, e a inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 7,74%; esta última bem acima do limite superior da meta inflacionária estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que, para o ano de 2011 é de 6,5%, sendo o centro da meta de 4,5% tem uma tolerância de (± 2%).

Segundo José Francisco dos Reis Neto, pesquisados do Nepes, o fato inusitado foi a de que o CMN, com inflação em alta, baixou a taxa Selic em 0,5%, ficando em 12,5% ao ano. Corre-se o risco de estimular o consumo, consequentemente, aumentando a inflação.

No contexto local, o coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza diz que a o índice da inflação é considerada atípica, visto que o histórico dos índices de inflação para o mês de agosto em Campo Grande é de um valor bem inferior.

Dos sete grupos que compõem o Índice de Preços ao Consumidor (IPC/CG), a maior contribuição positiva para a inflação foi do grupo Alimentação, com 0,47% e a maior contribuição negativa foi do grupo Vestuário com (-0,05%). O grupo Habitação apresentou inflação moderada de 0,21%, em relação ao mês de julho, devido, principalmente, ao aumento de preços dos seguintes produtos/serviços: saponáceo 5,24%%, limpa vidros 5,05%, cera para assoalho 4,94% e liquidificador 4,19%.

Quedas de preços ocorreram com os produtos: vela (-4,89%), condicionador de ar (-4,26%), carvão (-3,96%) e forno microondas (-3,80%). Vilão no mês de agosto, o grupo Alimentação apresentou elevada inflação, da ordem de 1,49%. "Esse grupo tem um comportamento especial devido a fatores climáticos ou a sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, no setor de legumes e hortaliças. Alguns produtos aumentam de preço ao término da sua safra, outros diminuem quando entram na safra", explicou o coordenador.

Aqueles que mais pressionaram para cima a inflação do grupo Alimentação foram: limão 55,79%, chuchu 27,31%, cenoura 12,95% e tomate 12,18%. Queda significativa foi constatada em itens como batata (-12,21%), cebola (-6,95%), carne enlatada (-5,89%), vinagre (-5,77%) e laranja pêra (-4,53%). Ainda no grupo Alimentação foram constatados aumentos na maioria dos cortes da carne bovina, suína e de aves.

Entre as principais altas estão: paleta 9,12%, acém 5,40%, alcatra 3,95%, costela 3,92% e ponta de peito 3,83%. Com queda de preços destacaram-se: fígado (-0,82%), coxão-mole (-0,67%) e filé mignon (-0,19%). "Os cortes da carne suína apresentaram altas expressivas como bisteca 5,77%, pernil 3,04% e costeleta 0,89%. Miúdos de frango apresentaram queda de preços, em média, de (-1,91%), e o frango congelado teve alta de 3,39%", avaliou Souza. 

A pesquisa observou uma pequena deflação de (-0,05%) no grupo Transportes devido a queda no valor de pneu (-1,89%), ônibus intermunicipal (-0,39%) e etanol (-0,38%). Aumento ocorreu com os seguintes produtos/serviços: gasolina 0,60%, automóvel novo 0,46% e passagem de ônibus interestadual 0,06%. "Pelo segundo mês consecutivo o grupo Educação apresentou estabilidade em seu índice. Foi verificada pequena alta de 0,04% em relação ao mês de julho, por causa de pequenos aumentos em artigos de papelaria, da ordem de 0,36%", observou o coordenador do Nepes. 

O grupo Despesas Pessoais registrou moderada elevação de 0,89%. Aumento expressivo de preço ocorreu nos produtos: cabeleireiro (corte e tintura) 3,44%, sabonete 3,32% e creme dental 3,21%. Não foram constatadas quedas de preços em itens desse grupo. Pequena inflação 0,17% foi observada no grupo Saúde, com destaque no aumento de preço de produtos e/ou serviços, como médico ortopedista 5,27%, antialérgico e broncodilatador 3,57%, antimicótico e parasiticida 1,60.

Queda de preço ocorreu com: psicotrópico e anorexígeno (-0,75%), vitamina e fortificante (-0,44%) e analgésico e antitérmico (-0,31%). "O grupo Vestuário foi o responsável por segurar a inflação no mês de agosto, com índice de (-1,76%). Verificamos alta de preço em produtos como sandália/chinelo masculino 4,78%, saia 2,03% e sandália/chinelo feminino 0,72%; e queda de preço em produtos como camisa masculina (-7,09%), tênis (-6,12%), sapato masculino (-5,22%), entre outros com menores quedas", analisou Celso Correia de Souza.

O grupo Educação foi o grupo que apresentou a maior taxa acumulada anual de inflação, ficando em 10,07%, seguido dos grupos Vestuário com 8,76%, grupo Alimentação com 8,67% e do grupo Habitação com 8,40%, com índices acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses. "Em relação à inflação acumulada neste ano de 2011, destacam-se os grupos Educação com 9,86%, Habitação 7,25%, Saúde 6,71% e Vestuário 6,23%, com índices acima da inflação acumulada deste ano, que é de 4,74%", finalizou dos Reis Neto. 

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG - Na composição do Índice de Preços ao Consumidor alguns produtos se destacam influenciando para mais ou para menos o índice do mês de agosto. Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação no mês passado foram: alcatra, acém, arroz, paleta, abatidos, aluguel de apartamento, aluguel de casa, tomate, leite pasteurizado e costela. Em contraponto, os produtos que contribuíram para frear a inflação foram: batata, tênis, camisa masculina, pneu, sapato masculino, impressora, short e bermuda masculina, laranja pêra, pescado fresco e bolacha.

Ceyd Moreles

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