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Economia

Cesta básica 1,25% mais barata na Capital

5 outubro 2011 - 12h04 Por Markito

O custo da Cesta Básica Alimentar Individual em Campo Grande caiu no último mês de setembro, 1,25% em relação ao mês anterior, é o que confirma a pesquisa divulgada (5) pela Secretaria Estadual de Planejamento.

O valor atingiu R$ 237,14, enquanto no mês anterior foi de R$ 240,14.

A batata é o produto que mais contribuiu para a queda.

No acumulado dos últimos doze meses, a cesta apresenta variação positiva de 9,38%. Já no acumulado de janeiro a setembro de 2011, o índice é de queda, de  0,76%. E se forem considerados os últimos seis meses (abril a setembro), a variação também aponta preços em queda, de 5,93%.

Produtos

Em setembro, a pesquisa assinalou que dos 15 produtos que compõem a Cesta Básica Alimentar, oito registraram queda: batata, 6,66%; feijão, 6,37%; laranja, 3,97%; alface, 3,54%; tomate, 2,44% ; margarina, 2,19%; carne, 0,42%; e banana, 0,40%.

Os produtos que acusaram alta de preço foram o sal, 15,00%; açúcar, 3,13%; óleo, 2,83%; leite, 2,12%; e arroz, 0,82%. Pão e macarrão mantiveram seu preço inalterado.

Análise

De acordo com avaliação dos pesquisadores, o aumento da oferta da batata no mercado interno devido ao período da safra fez diminuir o preço 6,66%.

A queda do feijão, de 6,37%, foi estratégia de alguns supermercadistas que possuem condições de atrair o consumidor ao promover ofertas. Os estoques também foram os responsáveis pelo recuo da variação de preço.

Já avaliando os principais aumentos, a conclusão é que a produção de sal foi prejudicada pelas chuvas ocorridas nas principais regiões fornecedoras, o que elevou seu preço em 15,00%. E sobre o açúcar, a recente melhora da cotação no mercado internacional fez subirem os preços internamente, levando os preços nos estabelecimentos pesquisados a acusarem acréscimo de 3,13%.

Acumulados

Além dos dados de setembro, a Semac analisou o comportamento da cesta básica nos últimos seis meses e identificou que os produtos que apresentaram maiores quedas foram: laranja, alface, tomate, batata e açúcar. Como destaque em alta aparecem a margarina, sal, macarrão, leite e pão.

Quanto à renda mensal, a pesquisa constatou que em setembro o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 545,00 precisou comprometer 43,51% do seu salário para aquisição da Cesta Alimentar.

Cesta Básica varia menos de 1%

Na pesquisa da Cesta Básica Familiar, o resultado de setembro de 2011 mostra variação positiva de 0,30%.

Os dados mostram que a cesta para atender as necessidades básicas de alimentação, higiene e limpeza em uma família de cinco indivíduos atingiu a importância de R$ 1.088,23; no levantamento anterior, foi de R$ 1.085,00.

Quanto à variação acumulada nos últimos doze meses, registrou alta de 10,71%; nos últimos seis meses 0,79%; e nos nove primeiros meses do ano 4,65%.

Dentre os 44 produtos pesquisados que compõem a Cesta Familiar, 18 apresentaram alta, 20 apresentaram queda de preço e 6 produtos mantiveram seu preço inalterado.

No grupo Alimentação (32 produtos), a pesquisa constatou alta de 0,34%, registrado pelos principais produtos: sal, 15,15%; cenoura, 12,49%; abobrinha, 6,43%; queijo, 5,18%; açúcar, 3,35%; mamão, 3,14%; óleo, 2,69%; e leite, 2,11%.

 

Os produtos em queda foram: alho, 13,60%; cebola, 11,64%; batata, 6,52%; feijão, 6,33%; laranja, 4,00%; alface, 3,55%; tomate, 2,38%; e margarina, 2,25%. Os produtos que não registraram alteração de preços foram: pão francês, pão doce, macarrão e farinha de trigo.

Adversidades climáticas influênciaram

Para os pesquisadores, devido a adversidades climáticas, a produtividade das lavouras de cenoura foi afetada, o que baixou sua oferta interna causando aumento de preço de 12,49%. A cotação da abobrinha no mercado nacional continuou em alta no segundo mês consecutivo, elevando seu preço em 6,43%.

O queijo apresentou alta de 5,18%, assim como o leite, 2,11%, devido à escassez dos produtos no período de entressafra.

As regiões produtoras de alho estão no período de safra, fator que diminui seu preço (13,60%).

Com a concentração da colheita da cebola no período, elevou o volume ofertado, registrando queda de preço (11,64%).

Higiene Pessoal

Os cinco produtos de higiene pessoal registraram uma variação positiva de 0,09%, resultado da alta dos seguintes produtos: papel higiênico, 0,93%, e absorvente 0,56%.  Os produtos que diminuíram de preço foram: sabonete, 1,45%, e lâmina de barbear, 0,11%. Dentifrício manteve seu preço inalterado.

Limpeza

O Grupo Limpeza Doméstica (07 produtos) assinalou uma queda de 0,68%, com destaque para os seguintes produtos: sabão em barra, 2,67%, esponja de (aço), 2,24%, e sabão (pó), 0,87%. Os produtos que registraram altas foram: desinfetante, 1,77%, água sanitária, 1,25%, e detergente, 0,99%. Cera em pasta não apresentou alteração de preço.

Em termos de renda versus salário-mínimo, houve um comprometimento de 39,93% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos (R$ 2.725,00) para atender uma família composta por cinco membros.

No mês anterior a pesquisa registrou comprometimento de 39,82%.

Helton Verão/Com informações de pesquisa

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