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Economia

Consumidores gastam mais que o previsto neste Natal

25 dezembro 2011 - 05h41 Por Markito

“Gastei mais do que devia”, ou então: “Está tudo muito caro”. Palavras que formam típicas expressões de final de ano, e que em 2011 não poderia ser diferente. Tanto no centro da Capital, quanto nos shoppings Campo Grande e Norte Sul Plaza o que se vê são pessoas sozinhas, ou famílias inteiras, andando com mais sacolas e embrulhos de presentes que nos outros meses do ano. 

Dezembro é mês de compras. De produtos para a ceia, presentes e roupas para usar nas festas de final e começo de ano. É mês, portanto, de gastos, e ainda mês que antecede o pagamento de diversos impostos. Muita gente, pensando nisso, tem cortado a sua lista de presentes para dar conta de começar o ano com as contas bancárias azuis, e não em vermelho.

A jornalista de 22 anos, Alynne Zancanelli, conta que neste ano “muita gente vai ficar sem presente”. Ela achou os preços em geral muito altos. “Comprei presentes para meus pais e afilhada, mas tive que cortar a minha lista”, diz a jovem. Alynne pesquisou roupas, calçados e brinquedos, e disse que acabou gastando além do que esperava, parcelando parte das compras, e pagando à vista outra parte.

Os preços nas lojas de Campo Grande, de início, também não agradaram a assistente social Lirce Cânepa Couto, 57 anos. “Eu achei um pouco caro. Há duas semanas os preços estavam ainda mais salgados. Mas percebi que nesta semana de Natal houve um declínio nos preços, já começaram as promoções”, apontou a consumidora. Lirce afirmou que encontrou lojas nesta semana com promoções de 40 % de desconto. “Optei em gastar bem menos que no ano passado”, conta.

A prazo ou à vista

Uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul (Fecomércio/MS), feita em onze cidades do Estado, apontou que a maioria dos consumidores optaria por comprar à vista (76%) neste final de ano, e a escolha de pagamento em dinheiro foi a preferida por 61% dos entrevistados, seguida pelo cartão de crédito (20%), cartão de débito (9%) e o cheque que seria usado por 3% dos entrevistados.

Dayane Reis, recém formada em jornalismo, optou pela preferência da maioria. “Acabei usando o 13º e não parcelei nada”, conta a jovem. Ela disse que não se esqueceu das contas, e por isso não gastou tanto, economizou. “Mas, sempre acontece de gastar mais do que pretende, porque a família é grande, e se você dá presente pra um, tem que dar pra outro”, comentou. Ela disse que normalmente compra presentes para mais pessoas, mas que neste ano tentou “minimizar” a lista. “Quero entrar o ano com pelo menos um pouquinho do 13º”.

A pesquisa da Fecomércio revelou que cada comprador pensa em pelo menos três presentes, o que pode aumentar as atividades e montantes de vendas neste Natal. A previsão é que mais de R$ 460 milhões sejam movimentados no comércio.

Ana Maria Assis

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