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Economia

Comer em casa está mais caro para os campo-grandenses

28 fevereiro 2012 - 09h44 Por Markito

Um estudo realizado pelo Nepes Anhanguera-Uniderp, aponta que este ano, comer em casa esta custando mais caro para os campo-grandenses. Arroz, feijão, carne, farinha, entre outros, ficou, em média 6,16% mais caro. Os dados são resultado da comparação entre o mês de janeiro deste ano, com o mesmo período do ano passado.

O coordenador do Nepes, Celso Correia de Souza, explica que eles analisaram um grupo de 35 produtos alimentícios básicos e usuais na mesa da população.

“Vale ressaltar que estes produtos escolhidos e o critério de comparação não estão relacionados com o levantamento do preço da cesta básica, feito pelo Governo do Estado, sendo uma tentativa de comparação de consumo alimentar para as diversas faixas de rendimento familiar. O preço de cada produto corresponde aos coletados nos diversos pontos de consumo e utilizados para calcular a inflação de Campo Grande em janeiro de 2011 e janeiro de 2012, e o seu valor é a média simples do conjunto de estabelecimentos em que foram coletados”, diz.

Para pessoas que tem renda familiar de até dois salários mínimos, o aumento relativo de janeiro de 2012 sobre janeiro de 2011 foi de 6,59%. “Esta classe de menor rendimento alcançou esta variação devido aos aumentos de preços médios relativos nos seus principais produtos alimentícios, considerando a necessidade de aquisição alimentar domiciliar”, comenta.

O arroz teve um decréscimo de 2,6%, o leite pasteurizado tipo C, teve um aumento de preço de 4,1%, seguidos do açúcar cristal com 9,8%, aves (10,5%), óleo de soja (1,1%) e um grande aumento no feijão (45,7%).

Já as famílias com rendimento maior que quinze salários mínimos recebem um aumento de 6,44% em suas despesas com alimentação.

“A variação dos preços relativos ao período é igual para as famílias de até dois salários mínimos, mas o consumo per capita mensal possui pesos diferentes que contribuem para este aumento relativo ser levemente inferior. Veja que enquanto o consumo de feijão para as famílias de menor renda é de quase 400 gramas por pessoal, para as famílias mais abastadas alcança 372 gramas, 7% menor. O consumo de leite é quase 2,5 vezes maior que a das famílias de menor rendimento mensal, assim como o consumo de refrigerantes, aves, carne bovina de primeira, cerveja e pescado, todos com aumento de preço relativo variando de quase 3% a 24%”, observa.

Tatyane Soares/Com informações da assessoria 

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