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Economia

Sem resposta, manifestantes prometem novo protesto na sexta contra tarifa de ônibus

29 fevereiro 2012 - 10h56 Por Markito

Indignados com o aumento da tarifa do transporte coletivo da Capital, que passa a valer a partir desta quinta-feira (1º), cerca de 70 estudantes protestaram hoje (29) em frente à Prefeitura Municipal. Sem nenhuma resposta por parte das autoridades, os participantes prometem retomar na sexta-feira (2).

Intitulado de “Não ao aumento da tarifa de ônibus”, o movimento iniciado por acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), reivindica o congelamento do valor da tarifa, explicações sobre o segundo aumento em menos de um ano, por melhorias do serviço prestado, pela manutenção da gratuidade da classe e também pela aceitação do dinheiro como forma de pagamento da tarifa.

A manifestação teve início por volta das 10h da manhã com uma caminhada que começou no cruzamento da Avenida Afonso Pena esquina com a Treze de Maio, até a Prefeitura. Durante o percurso eles pararam em frente a escola Joaquim Murtinho para convocar os alunos que estavam no horário de saída para aderirem ao movimento.

“A medida de tirar o dinheiro de circulação protege apenas os veículos e cofres deles, pois a população continua andando com dinheiro em suas bolsas pelas ruas. É inconstitucional não aceitar a moeda nacional”, reclama a estudante da UFMS, Carolina Sartomen.

Prefeito não atende os protestantes

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) chegou a confirmar uma reunião em sua sede às 14h, mas os manifestantes rejeitaram o convite solicitando o comparecimento de algum representante no local do protesto. Segundo os estudantes, eles foram informados pelo assessor da prefeitura, Rodrigo Aquino, que Nelsinho está seguindo a programação de sua agenda, por isso não os receberia.

Sem chances

O diretor presidente da Agetran,  Rudel Trindade, em entrevista ao MSREPÓRTER, explicou que o aumento de 5,5% é normal e foi menor que a taxa de inflação registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que foi de 6,5%.

“O serviço disponibilizado em um ano nunca vai ter o mesmo valor nos anos seguintes. E o serviço do transporte coletivo vai muito além dos veículos, envolve água, materiais para manutenção, reajuste de salários de motoristas entre outros vários fatores” explica Rudel.

Sobre a planilha que regulamentou a necessidade do aumento, Trindade avisa que a mesma é produzida pelo departamento de economia e administração da própria UFMS, em conjunto com a Agetran e o órgão de controle social, formado por vários instituições como Crea, OAB e Associação comercial.

Em decreto foi publicado no último dia 17 de fevereiro no Diário Oficial do Município, a aprovação do aumento da tarifa de R$ 2,70 para R$ 2,85 e ainda a obrigatoriedade em 100% do cartão, que já acontecia em 70 veículos articulados e agora passa para o restante das 113 linhas alimentadoras (bairro/terminal).

Novo protesto

Os manifestantes deixaram o pátio da prefeitura prometendo um novo protesto, que acontecerá na sexta-feira (2), iniciado no mesmo local, com o mesmo roteiro do acontecido hoje.

Helton Verão

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