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Economia

Índice de famílias endividadas cresceu 9% em Campo Grande

1 março 2012 - 12h59 Por Markito

No mês de fevereiro o índice de famílias endividadas cresceu 9% em Campo Grande, segundo a Pesquisa do Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Com isso comprometeu orçamento em 42,6%, em números absolutos, são 105.642 famílias endividadas, 8.859 a mais que em janeiro.

“O fato de as pessoas estarem com compromissos significa que aumentaram o consumo em janeiro. Uma notícia boa é que os indicadores da inadimplência recuaram”, explica o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio MS), Edison Ferreira de Araújo.

Em compensação, cai o número dos que terão condição de cumprir pagamento

De 6,9%, em janeiro, o índice dos que disseram que não terão condições de saldar as dívidas caiu em fevereiro para 5,9%. Já o índice dos que têm contas em atraso passou de 20,9% a 20,7%.

“Muito endividados”

Apenas 3,4% se consideram “muito endividados” com contas como cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros.

Os cartões de crédito, mais uma vez, respondem pela maior parte das dívidas, com 77,6% e 23,3% têm compromissos em carnês. O crédito pessoal aparece com 9%. Para a maioria dos entrevistados, 36,7%,  a conta dura de 6 meses a um ano e 28,1% terão compromisso por mais de um ano com as prestações. Sobre a parcela da renda comprometida com a dívida, 83,3% dizem que é de 11% a 50%. A amostragem mínina da pesquisa é de 500 famílias e o intervalo de confiança de 95%.

A avaliação da renda atual foi o principal componente negativo, o índice caiu 1,08%. Ao lado vêm a avaliação do emprego atual, cujo índice caiu 1,58%. Por outro lado, os consumidores estão confiantes e o índice que avalia as perspectivas profissionais subiu 2,81%.

Mais consumidores estão achando que o acesso ao crédito piorou, o índice que avalia a facilidade de conseguir empréstimos caiu 3,5% no mês passado. A consequência dos fatores associados é uma queda no nível de consumo atual de 8,5% comparada ao mesmo período de 2011. Um dado positivo é que o consumidor avalia o momento como oportuno para compra de bens duráveis, como veículos e eletrodomésticos. O índice que avalia essa percepção subiu 10,32%.

Consumo

Também foi divulgada a Pesquisa que mensura a intenção de consumo das famílias campo-grandenses que aponta ligeira queda, de 0,64%, no mês de fevereiro comparado a janeiro.

Helton Verão

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