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Economia

Empregados pedem aumento de 15%, mas donos de supermercados oferecem 1%

9 março 2012 - 11h34 Por Markito

O Sindicato dos Comerciários classificou como “insignificante” o aumento de 1% oferecido pelos donos de supermercados aos empregados da Capital.

“Essa contraproposta é insignificante para os trabalhadores que merecem um ganho real muito maior”, comentou Nelson Benitez, vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SEC/CG). Ele participou da primeira rodada de negociação ontem (8) pela manhã na sede da entidade, com a classe patronal.

Os comerciários querem 15% de reajuste salarial. “Insistimos nesse percentual, que é justo pois além de cobrir os índices inflacionários dão ganho real para os salários dos trabalhadores”, comentou Idelmar da Mota Lima, presidente do SEC/CG.

Como não chegaram a um acordo ontem, as duas categorias marcaram para o dia 22 às 9 horas a próxima rodada de negociação. Desta vez o encontro será na sede patronal.

Na negociação, além de Idelmar, Nelson Benites e a diretora Rubia Santana, estiveram presentes também os assessores jurídicos do sindicato, Cláudio de Rosa Guimarães e Raphaela Silva Modeneis Reis. Do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Campo Grande (patronal) estiveram presentes representantes do Carrefour, Wal Mart, Grupo Pão de Açúcar, Mercado Verati,  Comper e João Luiz Rosa Marques, assessor jurídico do Sindisuper.

As duas categorias só concordaram com a proposta do piso de R$ 800,00 para os empregados comissionados. Outro ponto de discórdia entre as duas entidades foi com relação ao feriado de 1º de Maio (Dia do Trabalhador). O sindicato laboral insiste que nesse dia os empregados precisam folgar para poder participar das inúmeras atividades sociais, culturais e esportivas colocadas à disposição dele e de seus familiares nesse dia.

Os supermercados querem que os empregados trabalhem também nesse dia. “Contamos com o bom senso dos supermercadistas em fazer justiça com o trabalho de seus empregados. Pagar um salário decente é um dever econômico e social, já que são os funcionários grandes responsáveis pelo faturamento cada vez maior dos supermercados assim como também em outros segmentos do comércio e serviços”, comentou Idelmar da Mota Lima que preside também a Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul e a Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul (Fetracom/MS).

Helton Verão/Com informações da assessoria

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