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Economia

Mês de março com inflação de 0,10%; Alimentação e saúde em baixa

3 abril 2012 - 11h02 Por Markito

No mês de março deste ano, a inflação na cidade de Campo Grande foi de 0,10%, continuando a trajetória de queda em relação aos meses anteriores, janeiro 0,83% e fevereiro 0,31%. O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/MS), calculado pela Universidade Anhanguera-Uniderp, é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo.

“Como já se esperava, após o forte aumento da inflação no início do ano, a partir deste mês começa a atingir um patamar bem baixo devido, principalmente, a sequência de deflações que vem ocorrendo no grupo Alimentação, que no mês de março recuou (-0,55%). Apesar dos aumentos do gás em botijão, das passagens de ônibus urbano e intermunicipais, a inflação teve um baixo índice, indicando que está sob controle e, que ao longo do ano de 2012, certamente, convergirá para o centro da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%”, analisa o coordenador do IPC/CG da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia Souza.

Dos sete grupos que compõem o IPC/CG, três tiveram deflações: Alimentação (-0,55%), Saúde (-0,60%) e Vestuário (-0,19%). Os demais apresentaram inflações: Habitação 0,50%, Transportes 0,59%, Educação 0,19% e Despesas Pessoais 0,41%. A maior contribuição positiva para a inflação foi do grupo Habitação, de 0,16%, e a maior negativa foi a do grupo Alimentação, de (-0,14%). As contribuições são diretamente proporcionais aos índices com as respectivas ponderações.

Em março deste ano, o grupo Habitação apresentou forte elevação em seu índice 0,50%, em relação ao mês de fevereiro por conta dos aumentos do gás em botijão, com 9,90%, limpa vidros 4,52%, saponáceo 3,16% e sabão em pó 2,04%. Quedas de preços nesse grupo ocorreram com lâmpada (-9,46%), cera para assoalho (-3,04%), refrigerador (-2,49%) e máquina de lavar roupa (-2,28%).

No grupo Transportes observou-se moderada inflação 0,59% devido aos aumentos de preços de mão de obra de manutenção de veículo 10,67%, passagens de ônibus urbano 5,56%, ônibus intermunicipal 4,88% e etanol 0,25%. Também houve redução de preço no pneu novo (-4,37%), gasolina (-1,50%), automóvel novo (-1,21%) e diesel (-0,58%).

Outro grupo que apresentou moderada inflação, de 0,41%, foi o de Despesas Pessoais. Aumentos de preços ocorreram com os produtos/serviços: mensalidade de clube de recreação 4,39%, sabonete 3,53% e fio dental 1,95%. Quedas de preços ocorreram com: papel higiênico (-3,91%), absorvente higiênico (-2,57%) e produto para limpeza da pele (-0,13%). Já o grupo Educação apresentou pequena inflação 0,19%, sendo o principal motivo o aumento de preços em produtos de papelaria, de 1,78%.

O IPC/CG do grupo Alimentação, no mês de março de 2012, registrou moderada deflação (-0,55%), reflexo de quedas de preços, principalmente, da carne bovina e suína. “Além do mais, esse grupo tem um comportamento especial devido a fatores climáticos ou a sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, no setor de legumes e hortaliças. Alguns produtos aumentam ao término da sua safra, outros diminuem quando entram na safra. Assim, os produtos que mais pressionaram a inflação para cima foram: abacaxi 21,84%, laranja pêra 19,21%, manga 16,82% e melancia 15,62%. Por outro lado, alguns itens desse grupo tiveram quedas de preços significativas, tais como: goiaba (-25,93%), limão (-11,58%), batata (-8,56%) e costeleta suína (-6,99%)”, comenta o pesquisador da Anhanguera-Uniderp José Francisco dos Reis Neto.

No item carnes, do grupo Alimentação, a maioria dos cortes baixou de preço. As baixas relativas ao mês de março foram menos acentuadas do que as de fevereiro, em que as carnes tiveram baixas acentuadas na maioria dos cortes. Os cortes de carne bovina que baixaram de preços foram: patinho (-5,59%), contra-filé (-4,60%), alcatra (-4,58%) e coxão mole (-3,21%). Aumento de preço ocorreu com ponta de peito 1,34% e lagarto 1,84%. Em relação à carne suína, baixou de preço a costeleta (-6,99%) e aumentaram de preços o pernil 1,68% e a bisteca 2,24%. O frango congelado teve queda de (-3,05%) e miúdos aumentou em 2,68%.

Também apresentou uma pequena moderada deflação nos valores de seus produtos e/ou serviços, da ordem de (-0,60%), o grupo Saúde. Destacaram-se com pequenos aumentos: material para curativo 1,34%; e anticoncepcional e hormônio 0,11%. Quedas de preços ocorreram com: antidiabético (-5,78%), antiinfeccioso e antibiótico (-2,89%), analgésico e antitérmico (-2,27%),

Observou-se no grupo Vestuário pequena deflação em seu índice, da ordem de (-0,19%) devido, principalmente, as seguintes quedas de preços: camiseta feminina (-6,93%), tênis (-4,74%), bermuda e short feminino (-1,81%). Ocorreram aumentos de preços nos produtos: calça comprida masculina 4,56%, sapato feminino 3,18% e saia 1,98%

Inflação acumulada - A inflação acumulada nos três primeiros meses do ano de 2012, na cidade de Campo Grande, chega a 1,24% e nos últimos 12 meses é de 5,33%, indicando uma convergência para o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que é de 4,5% para o ano de 2012. Neste ano de 2012 a tendência é que a inflação acumulada da cidade de Campo Grande fique dentro da meta.

“O grupo Educação teve uma inflação acumulada nesses três primeiros meses de 2012 de 5,59%, ainda refletindo os aumentos das mensalidades escolares de janeiro. A seguir vem o grupo Habitação com 2,14% e Despesas Pessoais com 1,40%, índices maiores do que a inflação acumulada neste ano de 2012, que foi de 1,24%. O Grupo Transportes acumula uma deflação de (-0,46%), devido às sucessivas quedas dos preços dos combustíveis e agora, de automóvel novo. Já, quanto à inflação acumulada nos últimos 12 meses, todas estão positivas, destacando Habitação com 8,28%, Vestuário 7,88% e Educação 5,70%, com índices acima da inflação acumulada nesses últimos 12 meses, que foi de 5,33%”, avalia o coordenador do IPC/CG da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia Souza.

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG - Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação no mês de março foram: Gás em botijão; Mão de obra; Ônibus urbano; Laranja pêra; Calça Comprida Masculina; Clube; Queijo-de-Minas; Papelaria; Feijão e Sabão em pó. Já os dez produtos que menos contribuíram para alta da inflação foram: Alcatra; Pneu; Gasolina; Pescado fresco; Batata; Contra-filé; Acém; Patinho; Abatidos e Óleo de soja.

Helton Verão/Com informações do IPC

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