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Economia

O transportes foi o que mais contribuiu para a inflação de junho

6 julho 2012 - 03h51 Por Fonte: assessoria Uniderp
A inflação na cidade de Campo Grande, no mês de junho, ficou em 0,19%, com uma forte queda em relação ao mês de maio, que teve índice de 0,42%. Desta vez, o grupo Transportes foi o que mais contribuiu para a inflação com 1,31%, reflexo de aumentos nos preços dos combustíveis. Já o grupo Alimentação foi o que mais contribuiu para frear a inflação (-0,36%). Também teve deflação o grupo Educação, com (-0,05%). Os outros tiveram variações positivas: Habitação 0,20%, Despesas Pessoais 0,25%, Saúde 0,09% e Vestuário 0,40%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O IPC-CG é divulgado mensalmente pela Universidade Anhanguera–Uniderp. Observou-se no grupo Transportes uma forte inflação devido, principalmente, ao aumento no valor da gasolina 7,18% e do etanol 4,63%. Ocorreram quedas de preços de carros novos (-6,20%), passagem de ônibus interestadual (-2,80%) e óleo diesel (-0,12%). “Os grupos Despesas Pessoais (0,25%) e Vestuário (0,40%) apresentaram moderada inflação. No primeiro, foram verificados aumentos dos preços do fio dental 4,75%, papel higiênico 3,99% e cinema 2,33%. Quedas de preços ocorreram com: absorvente higiênico (-5,41%), protetor solar (-1,76%) e sabonete (-1,76%). No grupo Vestuário os principais aumentos foram: short e bermuda masculina 9,47%, calça comprida masculina 5,49% e sandália/chinelo feminino 4,90%. Ocorreu redução de valores nos produtos: lingerie (-6,40%), vestido (-4,90%) e blusa (-4,79%)”, informa o coordenador do IPC-CG da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia Souza. Em junho, o grupo Habitação apresentou uma pequena elevação em seu índice 0,20%, em relação ao mês anterior em conseqüência dos seguintes produtos: liquidificador 8,93%, computador 3,58% e ventilador 2,93%. As maiores quedas de preços deste grupo ocorreram com: limpa vidros (-8,42%), televisor (-2,81%) e forno microondas (-2,13%). O Grupo Educação registrou uma pequena deflação (-0,05%) devido às quedas de valores em produtos de papelaria (-0,45%). Já o grupo Saúde apresentou estabilidade em seu índice, com pequena inflação da ordem de 0,09%. Destacaram-se com aumentos: radiografia 4,08%, analgésico e antitérmico 1,15% e antialérgico e broncodilatador 1,14%. Quedas de preços no anticoncepcional e hormônio (-0,07%) e antiinfeccioso e antibiótico (-0,05%). O índice do grupo Alimentação apresentou moderada deflação (-0,36%), reflexo de quedas de preços da carne bovina, suína e pescado fresco. “Este grupo sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes. Alguns produtos aumentam ao término da sua safra, outros diminuem quando entram na safra. Quando o clima é desfavorável, há aumentos de preços, ocorrendo quedas quando o clima se torna favorável. Assim, além das carnes, os outros produtos que mais pressionaram a inflação para cima foram: cenoura 17,92%, tomate 15,22%, alho 12,61% e pepino 12,49%. Por outro lado, alguns produtos tiveram quedas de preços significativas: chuchu (-19,91%), abacaxi (-16,36%), melancia (-10,76%) e costeleta suína (-10,60). No item carnes quase todos os cortes das carnes tiveram reduções. Com relação à carne bovina, as baixas foram: cupim (-5,04%), costela (-4,55%), contra-filé (-4,08%) e paleta (-3,65%). Com aumentos de preços tivemos: patinho 0,74%, picanha 1,04% e vísceras de boi 2,98%. “Essas quedas generalizadas nos preços das carnes bovina podem estar relacionadas às intensas chuvas que têm ocorrido na região, melhorando sobremaneira as condições das pastagens”, analisa o pesquisador da IPC Anhanguera-Uniderp, José Francisco dos Reis Neto. Em relação à carne suína, todos os cortes tiveram redução, destacando a costeleta suína com queda de (-10,60%). “O problema que ocorre com a carne suína é o excesso de oferta da mesma no mercado devido, principalmente, aos embargos da carne suína brasileira pela Rússia e Argentina. A Argentina está suspendendo o embargo, o que devera melhorar as condições para os produtores”, explica o pesquisador. Miúdos de frango tiveram baixa de (-1,29%), acompanhando a tendência das carnes em geral. A inflação acumulada neste ano de 2012, na cidade de Campo Grande, é de 2,32% e, nos últimos 12 meses, é de 4,5%, indicando que a inflação está no centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que para o ano de 2012, é de 4,5%, com tolerância de 2% para mais ou para menos. A tendência para este ano é que a inflação acumulada na cidade de Campo Grande fique dentro da meta estabelecida pelo CMN. “O grupo Despesas Pessoais teve uma inflação acumulada neste ano de 2012 de 8,25%, sinalizando que o setor de serviços é aquele que mais tem sofrido reajustes de preços. O grupo Educação vem em segundo lugar, com 5,36%, motivado pelo aumento das mensalidades escolares de janeiro, reforçando que o setor de serviços tem puxado a inflação para cima. O reflexo só não é maior porque os pesos desses grupos são pequenos. Estes dois índices são maiores do que a inflação acumulada neste ano de 2012, que foi de 2,32%. Ainda, os grupos Despesas Pessoais, Alimentação e Educação, com índices de inflações acumuladas de 9,67%, 5,73% e 5,68%, respectivamente, estão acima da inflação acumulada em doze meses, que foi de 4,50%. O grupo Vestuário tem inflações acumuladas negativas, tanto neste ano de 2012, quanto no acumulado em 12 meses, (-0,74%) e (-1,25%), respectivamente”, analisa do coordenador do IPC-CG da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia Souza. Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação do mês de junho foram: gasolina; álcool (combustível); computador; calça comprida masculina; tomate; short e bermuda masculina; pneu; batata; bolacha e óleo de soja. Já os dez produtos que mais contribuíram para a queda da inflação foram automóvel novo; alcatra; acém; costela; contra-filé; pescado fresco; blusa; laranja pêra; lingerie e açúcar.

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