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Economia

Inflação em fevereiro fecha em 0,19% na Capital

5 março 2013 - 09h38 Por Lucas Junot

O índice de Preços ao Consumidor (IPC-CG), elaborado pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da Universidade Anhanguera-Uniderp, registrou inflação de 0,19% no mês de fevereiro. A queda em relação ao índice de janeiro(1,38%) foi motivada especialmente pela forte baixa no preço da energia elétrica patrocinada pelo Governo Federal e Companhias ligadas ao setor. Em Campo Grande, essa redução foi de 18,23%, em média.

“Uma boa notícia sobre o índice de inflação de fevereiro, é que o valor do índice do grupo Alimentação recuou muito em relação ao mês passado. Neste mês de fevereiro foi de 0,56% contra 2,18% do mês passado. Com isso, a inflação da cidade parece caminhar para o centro da meta inflacionária do Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%”, destaca o coordenador do Nepes Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza.

As maiores contribuições para a inflação de fevereiro decorreram principalmente dos grupos Educação e Transportes com aumento, respectivamente, das mensalidades escolares e dos combustíveis que, segundo o coordenador do Nepes, não deverão existir nos próximos meses.

O grupo Habitação apresentou fortíssima deflação em seu índice de (-3,98%), em relação ao mês de janeiro. Os produtos que tiveram altas de preços foram: computador 10,01%, álcool para limpeza 7,31% e amaciante de roupas 5,11%. Quedas de preços ocorreram com produtos como computador energia elétrica (-18,23%), saponáceo (-6,51%) e fogão (-3,73%).

O grupo Alimentação apresentou moderada inflação de 0,56%. “O grupo mostrou um recuo muito forte em relação ao mês de janeiro, que foi de 2,18%, consequentemente, deixando de ser o vilão da inflação de Campo Grande, como vinha ocorrendo nos meses anteriores”, lembrou o coordenador. Os produtos que mais aumentaram de preços em janeiro foram: batata 22,04%, vinagre 17,37%, repolho 15,66% e miúdos de frango 12,48%. Por outro lado, alguns produtos tiveram quedas de preços significativas, a saber: goiaba (-16,18%), limão (-13,32%) e pimentão (-9,13%).

No item Carnes, a maioria dos cortes apresentou quedas de preços significativas, como filé mignon (-6,87%), contra filé (-6,43%), vísceras de boi (-3,76%) e costela bovina (-3,68%). “Registramos aumentos de preços com lagarto 3,42%, coxão mole 0,80%, fígado 0,32% e acém 0,21%. Em relação à carne suína, costeleta e pernil tiveram quedas de preços, da ordem de (-4,49%) e (-0,02%), respectivamente. Bisteca suína teve aumento de 0,76%. Quanto à carne de frango, miúdos teve forte aumento de 12,48% e frango congelado teve aumento de 4,27%”, relata o pesquisador do Nepes, José Francisco dos Reis Neto.

Os pesquisados observaram forte alta de 4,04%, em média, nos preços dos produtos e serviços do grupo Transportes. Os principais aumentos ocorreram com: mão de obra de manutenção de automóveis 13,16%, gasolina 6,22%, etanol 5,65% e diesel 3,79%. As principais reduções de preços foram com passagens de ônibus interestadual (-1,87%) e automóvel novo (-0,31%).

Um dos responsáveis por alavancar a inflação de fevereiro, o grupo Educação registrou fortíssima alta em seu índice, em média de 5,28%, devido a aumentos nos preços das mensalidades escolares. Cursos de idiomas também sofreram altas em suas mensalidades, média de 18,91%, e cursos superiores, 8,89%.

O grupo Despesas Pessoais apresentou uma alta inflação de 0,96%. Os principais aumentos: filme fotográfico 11,88%, papel higiênico 5,66% e fio dental 5,22%. Queda de preço ocorreu somente com hidratante (-0,92%).

O grupo Saúde também apresentou baixa inflação, em média de 0,24%. “Destacaram-se com aumentos de preços neste grupo: material para curativo 3,19%, analgésico e antitérmico 3,09% e vitamina e fortificante 1,77%. Quedas de preços ocorreram com os seguintes produtos: antimicótico e parasiticida (-0,17%), psicotrópico e anorexígeno (-0,06%) e antialérgico e broncodilatador (-0,01%)”, apresenta o pesquisador José Francisco dos Reis Neto.

Por fim, o grupo Vestuário apresentou fortíssima inflação em seu índice, da ordem de 2,94%, em relação ao mês de janeiro de 2013. Aumentos de preços ocorreram com: saia 14,08%, vestido 13,42%, lingerie 8,20%, entre outros. Ocorreram quedas de preços nos produtos: calça comprida feminina (-2,17%), short e bermuda masculina (-1,87%), sandália/chinelo masculino (-1,51%) e bermuda e short feminino (-0,17%).

Inflação Acumulada - A inflação acumulada nos últimos doze meses na cidade de Campo Grande foi de 6,04%, ultrapassando o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que, para o ano de 2013, foi estabelecida em 4,5%, mas dentro do topo da meta desse Conselho, que é de 6,5%.

A tendência em relação ao mês passado é de queda, convergindo para o centro da meta. Já a inflação acumulada neste ano de 2013 foi de 1,57%, com forte influência da inflação do mês de janeiro que foi de 1,38%.

“Nesses últimos doze meses a maior inflação acumulada foi do grupo Despesas Pessoais de 13,63%, seguidas das inflações acumuladas dos grupos Alimentação com 12,40%, e Transportes com 7,41%, inflações essas superiores à inflação acumulada deste nesses últimos doze meses, de 6,04%. Enquanto a inflação acumulada anual do grupo Alimentação atinge mais diretamente a população de menor faixa de renda, que prioriza a alimentação, onde realizam os maiores gastos, o grupo de Despesas Pessoais mostra que, principalmente, o custo dos serviços tem aumentado acima da inflação em nossa cidade. Neste ano de 2013 três grupos se destacam com altas taxas de inflação, são eles: Educação 8,88%, Despesas Pessoais 4,94% e Transportes 4,64%, muito superiores ao acumulado do ano que está em 1,57%”, analisa o coordenador do Núcleo de Pesquisas da Anhanguera-Uniderp Celso Correia de Souza.

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG - Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação do IPC/CG foram: cursos superiores, gasolina, mão de obra de automóveis, computador, etanol, diesel, curso de idiomas, batata, vestido e filme fotográfico.  Os dez produtos que mais contribuíram para a queda da inflação do mês de janeiro foram: energia elétrica, alcatra, contrafilé, pão francês, costela, arroz, leite pasteurizado, calça comprida feminina, açúcar e maçã.

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