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Economia

Procon aponta variação de até 72,98% no preço do pescado na Capital

12 março 2013 - 02h59 Por Lucas Junot

O Procon divulgou ontem (11) a pesquisa de preços de pescado realizada no dia 21 de fevereiro, em dez estabelecimentos que comercializam em Campo Grande. Os produtos pesquisads foram aqueles que são típicamente consumidos nesta época de Páscoa. O órgão de defesa do consumidor realizou a tomada de preços de 49 itens em estabelecimentos de grandes redes de supermercados e peixarias.

A maior variação de preços foi registrada no quilo do bacalhau tipo Ling, com 72,98%. Neste produto os preços variam de R$ 24,80 o mais barato a R$ 42,90 o mais caro. O pacu de cativeiro sem vísceras apresentou variação de 69,81% e os preços pesquisados ficaram entre R$ 7,95 a R$ 13,50. O quilo do filé de Merluza demonstrou variação de 68,48% e os preços praticados foram de R$ 8,25 até R$ 13,90. A sardinha inteira está sendo comercializada a R$ 5,95 a mais em conta e a R$ 9,00 a mais cara, com variação de 51,26%. A lasca tipo bacalhau apresentou variação de 47,62% com preços que vão de R$ 18,90 a R$ 27,90. A sardinha limpa está sendo vendida a R$ 6,80 a mais barata e a R$ 10,00 a mais cara, apresentando variação de 47,06%.

O Procon destaca que o preço do pescado em 2013 está 8,63% mais caro que os preços praticados na primeira quinzena de março de 2012. De acordo com o superintendente do Procon, Alexandre Rezende, a tendência é que o preço do pescado diminua até o domingo de Páscoa. “Esta pesquisa foi realizada com antecedência, no início da quaresma. Acredito que mais próximo da Páscoa os preços devem cair um pouco. É a lei da oferta e da procura”, alerta Alexandre.

O órgão de defesa do consumidor constatou que nas peixarias o preço do pescado está 43,81% mais barato que nas grandes redes de supermercado. O consumidor deve ficar atento na hora de comparar os preços ao tipo de criação do pescado. “As peixarias comercializam mais peixe cultivado em rios e nos mercados a maior quantidade de peixe disponível para o consumidor vem de cativeiro”, detalha Alexandre Rezende.

O consumidor deve ficar atento ao modo de comercialização do pescado. De acordo com o superintendente do Procon é preciso ficar atento às condições de higiene do local, o modo de armazenagem e condicionamento do pescado, que ainda devem estar protegidos do contato com insetos ou aves para não correr nenhum risco de contaminação. “O estabelecimento que acondicionar o pescado no gelo deve utilizar água potável na fabricação das pedras de gelo. O consumidor tem o direito de questionar e solicitar estas informações”, informa Rezende.

Outro item importante a ser considerado no momento da compra do pescado são os aspectos físicos. O superintendente do Procon dá dicas para o consumidor comprar peixes frescos e em bom estado para consumo. “Os peixes devem ter guelras vermelhas, já que em alguns casos o corante pode ser utilizado para dar cor ao pescado. O peixe deve estar com os olhos salientes e brilhantes, o corpo deve ser rijo e as escamas não devem desprender-se com facilidade”, alerta Alexandre.

“Os frutos do mar devem estar firmes e a carapaça presa ao corpo. O odor para este tipo de pescado não deve ser forte. As lulas e polvos devem apresentar coloração clara, pois esta tonalidade significa que o molusco é fresco”, finaliza.

Em caso de ilegalidade, o telefone do disque-denúncia do Procon é 151. As reclamações também podem ser feitas pessoalmente na sede de órgão, localizado à Rua 13 de Junho, 930.

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