O custo da Cesta Básica Individual, em Campo Grande, foi cotado a R$ 301,20, no mês de maio, o que equivalente a uma variação negativa de 1,04%, em relação a abril (quando o valor foi de R$ 304,37). Os dados são da pesquisa realizada mensalmente pela Secretaria Estadual de Planejamento (Semac).
A Cesta Individual do mês de maio apresentou a primeira queda do ano, o que, segundo os pesquisadores, deve-se à regularização do preço de alguns produtos com a entrada de sua safra normalizada.
O acumulado nos últimos 12 meses assinala 18,06% de variação; nos últimos seis meses, 14,56 %; e na análise deste ano (janeiro a maio) a variação no custo é de 11,46%.
Dentre os 15 produtos que compõem a Cesta Alimentar, oito registraram variações negativas: tomate 16,44%; sal 4,26%; laranja 4,09%; alface 2,73%, carne 0,89% e óleo 0,64%. Os produtos que apresentaram aumento de preços foram a batata 14,55%; feijão 5,55%; arroz 4,39%; margarina 2,04%; leite 1,91%; macarrão 1,61%; banana 1,58% e açúcar 1,26%. O pão francês manteve seu preço inalterado.
Análise
Segundo a equipe técnica da Semac responsável pela pesquisa, as cotações de sal no mercado interno estiveram em baixa influenciando a redução do preço em 4,26%. O preço da laranja registrou queda 4,09% devido ao período de safra - a entrada de precoces e com maior volume ofertado no mercado pressionou seus valores.
Já em relação aos produtos que registraram aumento, a análise é que o atraso na colheita da batata devido ao elevado volume de chuvas em alguns períodos do plantio vem causando baixa oferta do tubérculo. No mês de maio, houve alta de 14,55%.
A redução da área plantada do feijão, devido à diversificação do plantio no campo (milho e soja), vem diminuindo o volume ofertado. Em função disso, no mês de maio o produto apresentou alta, que chega no acumulado dos últimos seis meses a 31,36%.
Comportamento nos últimos seis meses
Nos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores altas foram: tomate, batata alface, feijão, laranja, e banana.
A pesquisa destaca também os produtos em queda neste período: arroz, óleo, carne, açúcar e sal.
Com base nos preços encontrados, a pesquisa constatou que o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 678,00 precisou comprometer 44,43% de sua renda para aquisição da Cesta Alimentar no mês de maio.
Cesta Básica Familiar
A Semac também pesquisa o custo da Cesta Básica Familiar, composta por um painel fixo de produtos, que deve preencher as necessidades de higiene (5 produtos), limpeza (7) e alimentação (32). No mês de maio, essa cesta de produtos apresentou queda de 0,36% em relação ao mês anterior, registrando a importância de R$ 1.283,91.
As variações acumuladas apresentam índices positivos: nos últimos 12 meses 11,30%; no ano, 7,40%; e nos últimos seis meses, 9,49%.
Dentre os 44 produtos pesquisados que compõem a Cesta Familiar, 22 apresentaram alta de preço, 19 apresentaram queda e três mantiveram os preços inalterados.
Alimentação
No grupo Alimentação, a pesquisa apresentou variação negativa de 0,36%. Os produtos em queda foram: tomate 16,45%; abobrinha 6,84%; cebola 4,58%; laranja 4,12%; sal 3,85%; mamão 3,19%; alface 2,74%; doces 2,34%; mandioca 2,29% e peixe 1,69%. Os produtos em alta foram: batata 14,48%; cenoura 7,58%; manteiga 6,85%; feijão 5,54%; alho 5,27%; arroz 4,37%; ovos 2,38%; couve 2,02%; leite 1,91% e margarina 1,84%. O pão francês não registrou variação.
O preço do tomate registrou queda de 16,45%, mas apesar disso o preço médio continuou alto (R$ 5,29), ocasionado pelo baixo rendimento das lavouras em algumas regiões produtoras. Produtos como a abobrinha (6,84%) e a cebola nacional (4,58%) estão com elevado volume no mercado interno devido ao período de safra reduzindo seu preço.
Já a quantidade de cenoura nacional é insuficiente para atender a demanda, pois o legume se encontra no período de entressafra, diminuindo a oferta e elevando seu preço (7,58%).
A manteiga registrou alta de 6,85% em virtude da alta do leite (1,91%), que esteve com as cotações em alta no período.
Higiene Pessoal e Limpeza Doméstica
Diferente dos alimentos, o grupo Higiene Pessoal registrou alta de 0,26%. Os produtos que contribuíram para essa elevação foram: sabonete 1,37%, absorvente 1,02% e dentifrício 0,65%. Registro de queda foi apontado para: lâmina de barbear 0,68% e papel higiênico 0,43%.
No Grupo Limpeza Doméstica também houve redução, de 1,02%. O índice médio de queda é resultado da redução de preços do detergente 4,31%%, sabão (barra) 3,62% e cera (pasta) 1,32%. Os produtos que apresentaram alta foram: água sanitária 2,87% e desinfetante 1,33%. Sabão (pó) e esponja (aço) não registraram alteração de preço.
Em termos de renda versus salário-mínimo, houve um comprometimento de 37,87% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos, R$ 3.390,00, para atender uma família composta por cinco membros. No mês anterior, o comprometimento registrado foi de 38,01%.
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