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Economia

Inflação de maio registra baixa na Capital

7 junho 2013 - 11h27 Por Lucas Junot

A inflação em Campo Grande, no mês de maio, caiu em relação ao mês de abril, fechando em 0,22%. O grupo Alimentação, que vinha contribuindo para a o aumento da inflação no último mês, retrocedeu e produziu o índice de 0,05%. O Índice de Preços ao Consumidor – IPC/CG é calculado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da Universidade Anhanguera-Uniderp.

Conforme o coordenador do Núcleo de Pesquisas Celso Correia, a baixa na inflação mostra a tendência de mais quedas nos próximos meses: “A contribuição da Alimentação indica que esse grupo pode ajudar na condução da inflação acumulada para o centro da meta inflacionária estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%, com tolerância de ± 2%”, analisa. As maiores contribuições positivas para a inflação em maio foram dos grupos Vestuário e Habitação, as maiores contribuições negativas foram dos grupos Transportes, e Saúde.

O grupo Habitação apresentou moderada inflação em seu índice, da ordem de 0,30% em relação ao mês de abril, principalmente, pelos aumentos de preços de eletrodomésticos. Alguns produtos deste grupo que sofreram altas foram: liquidificador 6,13%, pilha 5,01%, fogão 4,69%, aparelho de som 4,03%, entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com limpa vidros (-8,81%), esponja de aço (-6,15%), inseticida (-2,37%), entre outros.

Apresentando pequena inflação de 0,05% em seu índice, o grupo Alimentação se destacou devido a quedas de preços na maioria dos cortes de carne. “No item carnes, quedas significativas de preços ocorreram com: carne de aves - frango congelado (-6,97%), miúdos (-2,97%); carne bovina - picanha (-8,56%), contra filé (-5,24%), costela (-5,09%), cupim (-2,67%), carne suína - pernil (-10,62%) e bisteca, (-7,29%). Já a costeleta suína aumentou de preço em 6,56%”, informa o pesquisador José Francisco Reis Neto.

Ainda no grupo alimentação, os produtos que mais aumentaram de preços neste grupo foram: uva 15,90%, beterraba 15,66%, limão 13,48%, batata 13,42%, entre outros com menores aumentos. Por outro lado, alguns produtos tiveram quedas de preços significativas como chuchu (-23,17%) e abobrinha (-15,02%).

Observou-se no grupo Transportes, no mês de maio, uma moderada baixa nos preços de seus produtos e serviços, em média de (-0,19%). As principais quedas de preços foram com o etanol (-1,05%) e a gasolina (-0,76%). Os principais aumentos ocorreram com o automóvel novo 0,53% e o óleo diesel 0,32%. O Grupo Educação, no mês de maio, apresentou estabilidade de preços, com índice de 0%.

O grupo Despesas Pessoais registrou pequena inflação de 0,14%. Os principais aumentos de preços deste grupo foram: hidratante 8,95%, cinema 4,96%, produto para limpeza de pele 1,26%, absorvente higiênico 0,19%, entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com principalmente com sabonete (-2,93%), papel higiênico (-2,83%), Xampu (-2,58%) e creme dental (-2,11%).

 O grupo Saúde apresentou pequena deflação em seu índice, de (-0,26%). Os produtos/serviços que aumentaram de preços foram: médico ortopedista (11,38%), exame de laboratório 1,44% e psicotrópico e anorexígeno 0,02%. Já os produtos que tiveram quedas de preços foram: antidiabético (-3,74%), anti-infeccioso e antibiótico (-3,29%), analgésico e antitérmico (-2,79%), entre outros com menores quedas.

Responsável pela maior contribuição positiva para a inflação no mês de maio, o grupo Vestuário, apresentou índice de 3,02% em relação ao mês de abril. Aumentos de preços que ocorreram em produtos desse grupo foram: short e bermuda masculina 14,12%, tênis 10,10%, bermuda e short feminino 4,71%, entre outros com menores aumentos. Ocorreram quedas de preços nos produtos: sapato masculino (-4,32%) e calça comprida feminina (-0,19%).

 Inflação acumulada

A inflação acumulada nos últimos doze meses na cidade de Campo Grande está em 5,50%, ultrapassando o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que, para o ano de 2013, foi estabelecida em 4,5%, mas dentro do topo da meta desse Conselho, que é de 6,5%. A tendência em relação ao mês passado é de queda, convergindo para o centro da meta. Já a inflação acumulada neste ano de 2013 foi de 2,03%, que, espera-se convirja para o centro da meta do CMN (4,5%).

 “Nesses últimos doze meses a maior inflação acumulada foi do grupo Alimentação com 12,79%, seguido dos grupos Vestuário 10,01%, Transportes 7,30%, Despesas Pessoais 6,83%, inflações essas superiores à inflação acumulada nesses últimos doze meses, que é de 5,50%. O único grupo com deflação é o de Habitação, com (-2,49%). A inflação acumulada anual do grupo Alimentação atinge mais diretamente a população de mais baixa renda, que prioriza a alimentação, para realizarem os seus maiores gastos”, comenta o coordenador do Núcleo de Pesquisas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia.

 Ele comenta que em 2013 três grupos se destacam com altas taxas de inflação: “Os índices dos grupos Educação 8,91%, Transportes 5,31%, Vestuário 5,92% e Despesas Pessoais 5,48%, mostram-se inflações muito superiores ao acumulado do ano que está em 2,03%. Em compensação, o grupo Habitação está com uma altíssima deflação, da ordem de (-4,27%), sendo o único grupo com deflação neste ano de 2013”, pondera.

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG - Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação na cidade de Campo Grande foram: Pescado fresco, Tênis, Batata, Short e Bermuda Masculina, Leite Pasteurizado, Acém, Televisor, Calça Comprida Masculina, Hidratante e Feijão. Já os dez produtos que mais contribuíram para a queda da inflação foram: Frango congelado, Costela, Arroz, Gasolina, Contra filé, Etanol, Óleo de soja, Picanha, Bebidas não alcoólicas e Bolacha.

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