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Economia

Grupo alimentação contribui para alta da inflação

8 julho 2013 - 07h27 Por Mariana Rodrigues/Informações ASCOM Anhanguera

 O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), calculado pela Universidade Anhanguera-Uniderp, registrou inflação de 0,34% no mês de junho, contrariando a tendência de queda que vinha ocorrendo nos meses anteriores. O grupo Alimentação foi o que teve a maior alta em seu índice, de 0,70%, seguido do grupo Saúde com 0,69%.

“Mesmo com essa moderada alta na inflação, tudo indica que o acumulado do ano deve ficar muito próximo do centro da meta inflacionária estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%, com tolerância de ± 2%. No grupo Alimentação os produtos que mais pesaram na inflação foram alguns hortifrutis, produtos derivados do trigo e alguns cortes de carne bovina”, explica o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas, professor Celso Correia de Souza.

As maiores contribuições positivas para a inflação foram as dos grupos Alimentação com 0,17% e Habitação com 0,06%. Não houve nenhuma contribuição negativa neste mês de junho. As contribuições são diretamente proporcionais aos índices com as respectivas ponderações. 

O grupo Habitação apresentou inflação de 0,17%. Alguns produtos deste grupo que tiveram alta foram: máquina de lavar roupas 7,72%, esponja de aço 6,24%, pilha 4,40% e DVD 3,14%. Quedas de preços ocorreram com liquidificador (-5,12), desinfetante (-3,04) e sabão em barra (-0,59%).

O índice de preços do grupo Alimentação, no mês de junho, apresentou alta inflação de 0,70%, devido a aumentos de preços em alguns hortifrutis; produtos derivados do trigo e de alguns cortes de carne bovina. “O grupo Alimentação sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes”, comenta o pesquisador da Anhanguera-Uniderp, José Francisco Reis Neto. 

Os produtos que mais aumentaram neste grupo foram: goiaba 24,71%, manga 17,47% e vinagre 15,57%. Por outro lado, alguns produtos tiveram quedas de preços significativas: pimentão (-22,20%), beterraba (-16,21%) e abacaxi (-12,12%). 

No item carnes, do grupo Alimentação, cortes de carne bovina e suína apresentaram altas de preços. No caso da carne bovina – contrafilé 7,52%, lagarto 4,15% e cupim 4,01%; e da carne suína - pernil 1,16%. Os outros cortes de carne tiveram preços estáveis ou quedas de preços. 

Observou-se no grupo Transportes moderada alta nos preços de seus produtos e serviços, em média de 0,22%. Os principais aumentos foram: óleo diesel 0,82%, automóvel novo 0,38% e gasolina 0,25%. Somente o etanol teve queda de preço, da ordem de (-0,47%). Já o Grupo Educação, apresentou estabilidade, com índice de 0%. 

O grupo Despesas Pessoais registrou pequena inflação de 0,13%. Os principais aumentos de preços deste grupo foram: absorvente higiênico 5,22%, papel higiênico 3,86% e produto para limpeza de pele 1,94%. Quedas de preços ocorreram com fio dental (-4,62%), creme dental (-2,85%) e sabonete (-1,57%). 

O grupo Saúde apresentou moderada inflação no seu índice, em média de 0,69%. Os produtos/serviços que aumentaram de preços foram: antiinfeccioso e antibiótico 5,38%, antigripal e antitussígeno 4,20% e antidiabético 3,81%. Já os produtos que tiveram quedas de preços foram: material para curativo (-0,27%) e psicotrópico e anorexígeno (-0,02%). 

Também registrou moderada inflação, de 0,48%, o grupo Vestuário. Aumentos de preços foram percebidos na blusa 5,06%; Sandália/chinelo feminino 4,62% e camisa masculina 0,37%. Ocorreram quedas de preços nos produtos: bermuda e short feminino (-2,92%), camiseta masculina (-2,90%) e sandália/chinelo masculino (-2,60%).

Inflação acumulada - A inflação acumulada nos últimos doze meses na cidade de Campo Grande está em 5,65%, ultrapassando o centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que, para o ano de 2013, foi estabelecida em 4,5%, mas dentro do topo da meta desse Conselho, que é de 6,5%.

“A tendência da inflação em relação ao mês maio é de alta, mas até dezembro de 2013, pensamos que a inflação acumulada convergirá para o centro da meta (4,5%). Já a inflação acumulada neste ano de 2013 foi de 2,38%”, avalia o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza.

Nesses últimos doze meses a maior inflação acumulada foi do grupo Alimentação com 13,99%, seguido dos grupos Vestuário 10,10%, Educação 9,44%, Despesas Pessoais 6,70% e Transportes 6,15%, inflações essas superiores à inflação acumulada nesses últimos doze meses, que é de 5,65%.  “O único grupo com deflação é o de Habitação, com (-2,52%). A inflação acumulada anual do grupo Alimentação atinge mais diretamente a população de mais baixa renda, que prioriza a alimentação, para realizarem os seus maiores gastos”, afirma o coordenador.

Ele esclarece ainda que, neste ano, três grupos se destacam com altas taxas de inflação, são eles: Educação 8,91%, Vestuário 6,42%, Transportes 5,54%, Saúde 4,26% e Alimentação 4,16%. “Inflações essas muito superiores ao acumulado do ano que está em 2,38%. Em compensação, o grupo Habitação está com uma alta deflação, da ordem de (-4,11%), sendo o único grupo com deflação neste ano de 2013”, conclui. 

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação do mês de junho foram: contrafilé; pão francês; blusa; diesel; arroz; chuchu; leite pasteurizado; anti-infeccioso e antibiótico; aluguel apartamento e macarrão. Já os dez produtos que mais contribuíram para a queda da inflação do mês de junho foram: álcool (combustível); doces em pasta ou massa; pimentão; abacaxi; batata; beterraba; picanha; alface; queijo cremoso e linguiça fresca.

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