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Economia

Setembro segue tendência de agosto e inflação fecha em 0,23%

4 outubro 2013 - 09h11 Por Mariana Rodrigues/Informações Assessoria

 A inflação em Campo Grande, no mês de setembro, foi de 0,23%, acompanhando a tendência do mês de agosto, que foi de 0,24%. Pelo segundo mês consecutivo o grupo Vestuário apresentou o maior índice, seguido dos grupos Habitação e Saúde. O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é divulgado, mensalmente, pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas da Universidade Anhanguera-Uniderp.

  “No mês de setembro nenhum grupo apresentou deflação, mas alguns ficaram muito próximos da estabilidade. A inflação acumulada em 2013 chega a 2,50%, e a 4,44% nos últimos doze meses, já abaixo do centro da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%, com tolerância de ± 2”, afirma o coordenador do Núcleo de Pesquisas, Celso Correia de Souza.

 O índice de preços do grupo Habitação apresentou moderada inflação de 0,33%. Alguns produtos sofreram aumentos de preços neste grupo: condicionador de ar 4,89%, vassoura 4,36% e lâmpada 4,29%. Quedas de preços ocorreram com liquidificador (-3,54%), fogão (-2,04%) e álcool para limpeza (-1,50%). 

 Também apresentando moderada inflação, o grupo Alimentação fechou em 0,24%, devido aos fortes aumentos nos valores de algumas frutas e da carne bovina. “Como previsto, a carne bovina continua pressionando a inflação do grupo Alimentação, continuando essa tendência de alta até o final do ano, quando aumenta a demanda por esse produto. Na última semana de setembro fortes chuvas atingiram os estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, regiões produtoras de batata, cebola e tomate, com isso, podendo vir a elevar os preços desses frutos e legumes no mês de outubro”, comenta Correia.

 Neste grupo, aumentos de preços ocorreram com: limão 17,97%, goiaba 12,50% e massa para pastel 10,47%. Fortes quedas de preços foram registrados com batata (-20,14%), cenoura (-16,16%) e tomate (-15,03%).

 No item carnes, com exceção do cupim que ficou mais barato (-1,57%), outros cortes de carne bovina tiveram altas, destacando: coxão mole 10,39%, contrafilé 6,51% e patinho 4,32%. “Esses aumentos da carne bovina podem persistir, visto que estamos na entressafra de boi gordo e o final do ano se aproxima,” lembra Correia. O frango resfriado teve queda de (-1,12%) e miúdos aumento de 3,64%. Quanto a carne suína, o pernil teve alta de 2,43%, mas costeleta e bisteca tiveram quedas de (-8,10%) e (-3,87%), respectivamente.

 A pesquisa observou estabilidade de 0,02% no grupo Transportes. Aumentos neste grupo ocorreram com passagens de ônibus interestadual 0,34% e automóvel novo 0,19%. As principais baixas foram: etanol (-0,13%) e óleo diesel (-0,10%). “O Grupo Educação também apresentou estabilidade, com pequena inflação de 0,03% devido a aumentos nos preços de artigos de papelaria, de 0,32%”, informou o pesquisador da Anhanguera-Uniderp, José Francisco Reis Neto.

 

Com moderada inflação, o grupo Despesas Pessoais fechou com índice de 0,20%. Os principais aumentos foram registrados nos produtos: hidratante 2,99%, creme dental 2,34% e absorvente higiênico 1,67%. Reduções ocorreram com sabonete (-0,55%) e papel higiênico (-0,47%). 

 O grupo Saúde também apresentou moderada inflação, 0,28%. “Os produtos/serviços que aumentaram de preços foram: consulta de médico ortopedista 9,34%, extração de dente 5,70%, consulta de médico pediatra 3,18% e exame de laboratório 1,95%. Já os produtos que tiveram quedas de preços foram: antigripal e antitussígeno (-6,66%), antidiabético (-5,93%), vitamina e fortificante (-5,54%)”, relaciona Reis Neto.

 Observou-se no grupo Vestuário, forte inflação de 0,60% em relação ao mês de agosto. Aumentos ocorreram com: camiseta masculina 4,25%, calça comprida feminina 4,00%, bermuda e short feminino 3,65%, entre outros com menores quedas. Quedas de preços foram registradas nos seguintes produtos: camisa masculina (-3,29%), short e bermudas masculina (-0,88%), e calça comprida masculina (-0,11%).

 Inflação Acumulada – “A inflação acumulada nos últimos doze meses na cidade de Campo Grande recuou em relação ao mês de agosto, está em 4,44%, agora abaixo do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que, para o ano de 2013, foi de 4,5%, com uma tolerância de ±2%. A tendência da inflação é de chegar, no mês dezembro de 2013, com um acumulado muito próximo de 4,5%, centro da meta do CMN. A inflação acumulada neste ano de 2013, até o mês de setembro, é de 2,50%”, avalia o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Universidade Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza.  

 Nesses últimos doze meses a maior inflação acumulada foi do grupo Vestuário com 12,34%, seguido dos grupos: Alimentação com 10,55%, Educação 9,29%, Despesas Pessoais 7,03% e Saúde 4,86%, com inflações superiores à inflação acumulada nesses últimos doze meses, que é de 4,44%. A inflação acumulada do grupo Transporte está em 3,73% e do grupo Habitação, com deflação de (-3,17%). Neste ano de 2013 somente o grupo Habitação teve deflação, da ordem de (-3,67%), os demais tiveram inflação acumulada acima da inflação acumulada desse ano que está em 2,50%. 

 Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação do mês de setembro foram: contrafilé, leite pasteurizado, dentista – extração, alcatra, pescado fresco, calça comprida feminina, sabão em pó, patinho, laranja pera e paleta. Os dez que menos contribuíram para a elevação da inflação na cidade de Campo Grande foram: batata, tomate, cenoura, feijão, ovos, bebidas não alcoólicas, antigripal e antitussígeno, repolho, camisa masculina e frango congelado.

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