Um estudo das Confederações da Indústria e da Agricultura aponta que região Centro Oeste, precisa de investimento de quase R$ 37 milhões até o ano de 2020, para modernizar e ampliar a infraestrutura de transportes e assim melhorar o escoamento da produção.
Conforme o estudo, o setor produtivo da região gasta R$ 32 milhões por ano com o transporte de cargas, mas se forem realizados investimentos para melhoria da malha viária, a economia seria de R$ 7,5 bilhões até 2020. A região centro-oeste é responsável por quase a metade dos grãos produzidos no Brasil.
A região centro-oeste responde por metade da produção nacional de grãos. Só em Mato Grosso do Sul, a área plantada é de mais de dois milhões de hectares nesta safra de verão. Mas o escoamento da produção ainda esbarra em um dos maiores gargalos do país - décadas de privilégio do transporte rodoviário em relação às demais modalidades.
Um estudo encomendado pelas confederações nacionais da indústria e da agricultura mapeou a logística da região e concluiu que, até 2020, é necessário um investimento de R$ 36 bilhões para aumentar a competitividade do centro-oeste.
“Tudo que entra por Mato Grosso do Sul, tudo que sai, e chega no Mato Grosso do Sul, agora com esse projeto precisamos buscar os investidores no meracdo privado e também propormos as ações do governo federal para que consigamos resolver esse gargalo”, diz o presidente da Fiems, Sérgio Longen.
De acordo com o estudo, esse investimento de R$ 36 bilhões se pagaria em apenas cinco anos. A economia de gastos seria de R$ 7 bilhões por ano.
O investimento em outros meios de transporte de cargas beneficiaria, sobretudo, a produção agrícola de mato grosso do sul. Hoje, os custos de escoamento da safra ainda são altos, principalmente por causa do preço do frete.
“Nós na podemos mais imaginar o que aconteceu em 2013 onde colhemos uma supersafra e passamos por dificuldades não tínhamos como mandar para os portos, porque os portos estavam estrangulados as estradas não cabiam os caminhões e nós não tínhamos onde armazenar os produtos e isso não pode mais acontecer”, diz Sérgio.
O estudo vai subsidiar o projeto centro-oeste competitivo - um conjunto de propostas para alavancar o desenvolvimento da região. Para o presidente da federação das indústrias de Mato Grosso do Sul, uma das alternativas é atrair a iniciativa privada para o investimento em infraestrutura.
“Buscar os investimento, eu entendo que se nós conseguirmos garantir os direitos dos investidores, darmos segurança jurídica ao esses projetos nós vamos com certeza buscar no mercado financeiro na iniciativa privada, investidores, até porque o retorno do capital investido em cinco seis anos é um grande negócio, uma grande oportunidade que nós temos hoje no Mato Grosso do Sul”, explica Sérgio.
O projeto centro-oeste competitivo será lançado em Campo Grande no próximo dia 11 de novembro, às 19 horas, na sede da Fiems.
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Foto: Reprodução Record Rural