Menu
Busca quarta, 05 de agosto de 2026
Economia

IPC/CG: Outubro tem alta e inflação fecha em 0,52%

5 novembro 2013 - 13h00 Por Leide Laura Meneses/Com informações da assessoria

A inflação na cidade de Campo Grande, no mês de outubro, foi de 0,52%, sofrendo forte alta em relação ao mês de setembro, que foi 0,23%. Os grupos Transportes e Alimentação apresentaram os maiores índices, 1,69 e 0,92%, respectivamente. O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é divulgado, mensalmente, pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas da Universidade Anhanguera-Uniderp.

  

“Dois grupos apresentaram deflações: Despesas Pessoais (-0,04%) e Vestuário (-0,67%). Desse modo, a inflação acumulada no ano de 2013 chega a 3,03% e, nos últimos doze meses, a 4,10%, abaixo do centro da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%, com tolerância de ± 2%. Como já havia previsto, a carne bovina continua pressionando a inflação do grupo Alimentação, devendo continuar essa tendência de alta até o final do ano, quando aumenta a demanda por esse produto”, analisa o coordenador do Núcleo de Pesquisas, Celso Correia de Souza.

 

O índice de preços do grupo Habitação apresentou pequena inflação de 0,19%. Alguns produtos sofreram aumentos de preços neste grupo: pilha 8,90%, vela 7,03% e amaciante de roupas 5,15%. Quedas de preços ocorreram com vassoura (-5,72%), lâmpada (-3,64%), fogão (-3,55%) e máquina de lavar roupa (-3,18%).

 

Apresentando forte inflação, o grupo Alimentação fechou em 0,92%, devido aos fortes aumentos nos valores de algumas frutas e da carne bovina. “Aumentos de preços ocorreram com maracujá 12,59%, acém 12,24%, costela 11,27%, limão 9,33%, entre outros com menores aumentos. Percebemos fortes quedas de preços com cebola (-39,61%), cenoura (-22,44%), manga (-20,54%) e mamão (-13,47%)”, comenta Correia.

 

No item carnes, alguns cortes tiveram pequenas quedas de preços, como vísceras de boi (-1,77%), coxão mole (-1,39%), músculo (-0,31%) e paleta (-0,22%). “Os outros cortes de carne bovina tiveram fortes altas de preços, destacando: acém 12,24%, costela 11,27%, lagarto 5,62% e patinho 5,28%. Esses aumentos da carne bovina podem persistir até o final do ano, visto que estamos na entressafra de boi gordo e o final do ano se aproxima, período em que a demanda por esse produto aumenta. O frango resfriado teve forte aumento de 6,54% e miúdos queda de (-1,56%). Quanto à carne suína, o pernil teve alta de 3.09% e bisteca 3,95%. A costeleta permaneceu com preço estável”, contribui o coordenador.

 

A pesquisa observou forte inflação de 1,69% no grupo Transportes. “O grupo não apresentou queda de preços em nenhum de seus itens, e altas ocorreram principalmente nos preços do etanol 3,62%, gasolina 2,50%, diesel 2,03% e automóvel novo 1,44%”, informa o pesquisador da Anhanguera-Uniderp, José Francisco Reis Neto.

 

O Grupo Educação apresentou estabilidade em seus preços, com pequena inflação de 0,04% devido a aumentos nos preços de artigos de papelaria, de 0,35%. Já o grupo Despesas Pessoais apresentou uma pequena deflação de (-0,04%) em seus preços. Os principais aumentos de preços deste grupo foram: cinema 2,79%, absorvente higiênico 2,48% e papel higiênico 2,13%. Quedas de preços ocorreram com xampu (-3,71%), sabonete (-3,08%) e produto para limpeza de pele (-0,62%).

 

Com moderada inflação, o grupo Saúde fechou outubro com índice de 0,45%. “Os principais aumentos foram registrados nos produtos: antigripal e antitussígeno 6,61%, vitamina e fortificante 6,06% e material para curativo 4,57%. Já os produtos que tiveram quedas de preços foram: psicotrópico e anorexígeno (-1,46%) e hipotensor e hipocolesterínico (-0,19%)”, exemplifica Reis Neto.

 

“Por fim, observou-se forte deflação de (-0,67%) no grupo Vestuário. Aumentos de preços que ocorreram foram: camiseta masculina 9,19%, calça comprida feminina 3,37%, bermuda e short feminino 3,33%. Quedas de preços ocorreram com: lingerie (-4,35%), tênis (-3,89%) e calça comprida masculina (-2,53%)”, finaliza o pesquisador.

 

Inflação Acumulada – “A inflação acumulada nos últimos doze meses na cidade de Campo Grande recuou em relação ao mês de setembro, está agora em 4,10%, abaixo do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que é de 4,5%, com uma tolerância de ±2%, para o ano de 2013. A tendência da inflação é de chegar, no mês dezembro de 2013, com um acumulado muito próximo de 4,5%, centro da meta do CMN. A inflação acumulada neste ano de 2013, até o mês de outubro, é de 3,03%”, avalia o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Universidade Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza.  

 

Nesses últimos doze meses a maior inflação acumulada foi do grupo Vestuário com 12,01%, seguido dos grupos Educação 9,28%, Alimentação 8,03%, Despesas Pessoais 6,57%, Transportes 5,25% e Saúde 5,31%, com inflações superiores à inflação acumulada nesses últimos doze meses, que é de 4,10%. O grupo Habitação está com deflação de (-2,93%) em 12 meses. Neste ano de 2013 somente o grupo Habitação teve deflação acumulada, da ordem de (-3,48%), os demais tiveram inflações acumuladas acima da inflação acumulada desse ano de 2013, que está em 3,03%, o que mostra o peso do grupo Habitação na composição da inflação. Destacam-se, neste ano, os grupos Educação com 9,13% e Vestuário com 8,35%.

 

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação do mês de outubro foram: Acém, Gasolina, Costela, Etanol, Frango congelado, Diesel, Bebidas não alcoólicas, Automóvel novo, Patinho e Ovos. Os dez que menos contribuíram para a elevação da inflação na cidade de Campo Grande foram: Cebola, Óleo de soja, Feijão, Batata, Cenoura, Tênis, Azeitona, Calça comprida masculina, Mamão e Pão francês. 

Leia Também

Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
Projeto de IA do Detran-MS
Detran-MS alerta sobre golpe:
Detran-MS alerta sobre golpe: