Mais um Ponto de Cultura foi inaugurado ontem (5) na Capital. Desta vez, o Instituto Mirim de Campo Grande (IMCG), Unidade II, foi contemplado com quatro oficinas que vão dinamizar a rotina dos estudantes que frequentam a instituição. O programa Rede Morena de Pontos de Cultura é resultado de um convênio entre o Ministério da Cultura (Minc) e a Prefeitura de Campo Grande por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), liberando recursos para grupos que realizam atividades culturais em diferentes regiões da Capital.
A unidade do IMCG que agora é também Ponto de Cultura, fica na Rua Usi Tomi, 567. Os alunos já começaram as oficinas que vão acontecer toda sexta-feira, sendo que nos outros dias eles cumprem programação normal do Instituto. No primeiro dia de aula, eles foram assistidos por colaboradores do projeto, além do diretor-presidente da Fundac, Roberto Figueiredo, que falou para eles da importância da cultura e da arte na vida das pessoas. “Na arte, na cultura, não há competição, não há um só vencedor; porque todos ganham”, defendeu Roberto.
Também esteve presente na inauguração do Ponto de Cultura, a diretora executiva no IMCG, Denise Manzerano, que também afirmou estar contente com a novidade na instituição. As oficinas oferecidas aos alunos são de desenho, fotografia, software e teatro; sendo duas turmas de 25 a 30 alunos cada.
Quando a equipe da Fundac entrou na sala da oficina de desenho, se deparou com adolescentes concentrados, que se arriscavam em dar seus primeiros rabiscos sob a orientação do professor Thiago Moraes, que estuda arte na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). “Não existe quem não sabe desenhar, existe apenas quem não quer desenhar. E aqui já vi que a turma é receptiva e tem interesse em aprender”, contou o professor. Segundo ele, ao término do curso, em dezembro, a turma vai criar um “filme animado” em desenho, como produto final do curso.
Animados, os alunos da oficina de Teatro também mostraram interesse nas aulas do ator Fernando Cruz. “Já deu pra perceber que eles querem autonomia pra criar, e que estão animados com a oficina”, disse Fernando. Ele também destacou que a oficina de teatro trabalha com a realidade de cada um, considerando as diferenças e as igualdades, e que pretende trabalhar fazendo uma mescla com outras disciplinas, como literatura e filosofia.
Ana Maria Assis
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