Recentemente a Câmara Municipal de Campo Grande aprovou o Projeto de Lei nº 6.855/10, de autoria do vereador Cristóvão Silveira (PSDB), que define normas para a comercialização de alimentos nas cantinas comerciais da Rede pública e instituições privadas de educação básica de Campo Grande. A ideia é evitar o consumo de produtos que prejudiquem a saúde das crianças.
Sobre o caso da Escola Municipal Iracema Maria Vicente, no Bairro Rita Vieira, onde 180 crianças passaram mal com suspeita de intoxicação alimentar, Silveira diz que o fato foi “isolado” e que é preciso cuidado devido ao fato de serem servidas mais de 200 mil refeições por dia na rede municipal. “É preciso atenção nos alimentos consumidos. Mas isso não significa que a prefeitura não teve cuidado porque não foi comprovado nada ainda. É preciso esperar para ver onde foi o erro”.
Conforme o vereador, que diz acompanhar de perto, as ações da prefeitura de Campo Grande estão de acordo com o Programa Nacional de Alimentação. “Nenhum produto pode ser comprado que não seja preconizado no plano”, afirma.
A presidente do Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CMAE), Tânia Maria explica que é de responsabilidade do órgão fiscalizar tanto o recurso liberado repassado do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) à prefeitura e a aplicação dos mesmos nas escolas.
“Temos uma comissão que vai até as escolas ver o armazenamento, a validade e o preparo dos alimentos” afirma a presidente.
De acordo com ela, os produtos são os mesmos para todas as escolas e as visitas do Conselho são aleatórias. “Cuidamos de 180 unidades, não tem como nos mês todas as vistorias. A não ser quando recebemos denúncias. Cabe a escola também acompanhar como o produto está sendo distribuído”, comenta.
Quando ao caso da escola do Rita Veira, Tânia Maria diz que o Conselho não vai se pronunciar por enquanto até porque não foi chamado no dia. Mas está acompanhando o assunto.
Para implementar
A lei promulgada 4919/2010 que dispõe sobre a obrigatoriedade da atuação de nutricionistas na operacionalização do sistema de alimentação escolar na rede municipal de ensino de Campo Grande ainda não está funcionando na prática. Conforme o texto deve haver um nutricionista para até cinco mil alunos.
A proposta é de autoria do vereador Cristóvão Silveira, que promete voltar às discussões na Câmara Municipal ainda este mês.
Interromper
A assessoria da prefeitura de Campo Grande informou que o Nelsinho pediu para interromper as entrevistas enquanto não sair o resultado das investigações sobre o problema acontecido na Escola Municipal Iracema Maria Vicente.
Caso
Na tarde de terça-feira (27), 180 crianças passaram mal na Escola Municipal Iracema Maria Vicente, no Bairro Rita Vieira.
Os alunos começaram a sentir dores, vomitar e até desmaiar. Foi servido no almoço arroz, feijão, salada e farofa de salsicha. No lanche, os alunos comeram gelatina e banana. Segundo a prefeitura há três hipóteses sobre a intoxicação, no alimento, na água ou até mesmo uma virose, o que seria menos provável. O prefeito Nelson Trad Filho também não descartou a chance de uma sabotagem. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
As aulas continuam suspensas, podendo retornar na segunda-feira (3).
Karla Lyara
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