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Educação

Capacitação profissional é recomeço para reeducandas

16 novembro 2011 - 16h59 Por Markito

A capacitação profissional como meio de reinserção social e redução da reincidência criminal. Com essa proposta, parceria estabelecida entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, por meio da Central de Execução de Penas Alternativas (Cepa), está possibilitando o oferecimento de diversos cursos profissionalizantes para homens e mulheres reeducandos da Capital. 

A inciativa, além de preparar o interno do sistema prisional para o mercado de trabalho, também estimula a autoestima e ajuda na disciplina na unidade penal, é o que garante o diretor-presidente da Agepen, Deusdete Oliveira. Segundo ele, a capacitação profissional, aliada ao ensino formal e ao oferecimento de trabalho aos detentos, tem sido o enfoque da agência penitenciária na busca pela ressocialização. 

Recentemente, um grupo de 31 internas do Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi” recebeu certificados por participação nos cursos de culinária e confeitaria e de corte e costura, ministrados pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), por meio da parceria entre a Agepen e a Cepa.

Outras unidades penais

Além do estabelecimento "Irmã Irma Zorzi", reeducandas da unidade de regimes semiaberto e aberto de Campo Grande também participaram do curso de culinária. A parceria entre o Poder Judiciário e a administração penitenciária também já garantiu a elas qualificação nas áreas de informática e trabalhos manuais.

No Instituto Penal de Campo Grande, cerca de 20 internos participam do curso de salgadeiro e no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, desde o início do ano, os detentos recebem qualificação na área de horticultura orgânica, tendo sido oferecidas também capacitações na área de construção civil. 

Todos esses cursos são custeados com os valores arrecadados das penas pecuniárias, que consistem em uma multa em dinheiro imposta na sentença de um infrator, cujo valor é fixado pelo juiz.

Karla Lyara/Fonte: Notícias MS

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