A Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) realiza duas palestras nesta terça-feira (10), às 9h e às 20h, dentro do Projeto de Prevenção e Combate ao Uso de Drogas na Escola Estadual João Carlos Flores, bairro Rita Vieira, na Capital.
As palestras têm como público-alvo alunos do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul. “O projeto é voltado para os adolescentes, porque debater esse tema requer uma maturidade maior por parte dos participantes. É preciso termos esse zelo de não incitar a curiosidade e sim a prevenção. Trabalhar com criança requer muito mais cuidado”, explica o delegado titular da Denar, Marcos Takeshita.
Conhecer os riscos, saber dizer "não"
Vídeos, apresentações em slides e uma maleta com amostras de diferentes tipos de entorpecentes, tudo é apresentado aos alunos durante as palestras como forma de ilustração para informar e prevenir.
“Conhecendo o problema e os riscos à saúde é mais fácil promover a proteção. O adolescente que conhece os danos das drogas estará muito mais preparado para se defender dos perigos nas ruas. Boa parte dos jovens tem conhecimento que elas fazem mal, mas não sabe a que ponto os danos chegam”, conta o delegado.
De acordo com Takeshita, a exposição da maleta, associada a vídeos, textos e fotos tornam as argumentações contra as drogas mais convincentes. “Nas reuniões os estudantes passam a entender que aquelas substâncias aparentemente ‘inofensivas’ destroem o organismo humano, em especial o sistema nervoso central. A gente tira a curiosidade da garotada sem incitá-las ao uso. O jovem que conhece o problema saberá se defender das propostas e da rede do tráfico”, argumenta ele.
O projeto que promove reuniões nas escolas é aplicado desde 2010. Nos colégios são pautados temas como: o golpe "boa noite cinderela" – em que uma vítima consome sem saber uma bebida com droga diluída; álcool; cigarro; cola de sapateiro; ansiolíticos – remédios para ansiedade e obesidade que em doses excessivas causam dependência, e drogas ilícitas (maconha, haxixe, craque, pasta base, LSD e ópio).
Adriana Oliveira/Com informações do Governo do Estado
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