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Educação

Debates expõem falhas na gestão da UFMS

25 maio 2012 - 13h29 Por Markito

Durante os debates que acontecem entre os candidatos à Reitoria a UFMS, a comunidade acadêmica dos campi da UFMS tem demonstrado sua indignação com a situação em que se encontram o campi da instituição. Estudantes, técnicos e professores denunciam a falta de atendimento às demandas de cada localidade, algumas muito básicas inclusive, como a falta de bebedouros.

O que se nota no decorrer dos debates é a insatisfação generalizada, manifestada publicamente nas perguntas por escrito, feitas ao microfone e até a entrega de documentos denunciando a falta de atenção e de administração nos campi no interior. Em Aquidauana e Paranaíba, os candidatos da situação e que concorrem à reeleição, foram cobrados verbalmente por estudantes e técnicos. Já em Corumbá e Três Lagoas, a atual administração enfrentou manifestações de estudantes e tiveram que receber, mesmo constrangidos, documentos reivindicatórios dos professores que cobram melhores condições de trabalho para a categoria, atenção ao técnico e mais respeito aos alunos da instituição.

As manifestações de insatisfação da comunidade acadêmica nos campi provocam irritação nos atuais dirigentes. A adversária de Antonio Osório na disputa pela Reitoria chegou perder o equilíbrio na noite de quarta-feira em Três Lagoas, quando disse no final do debate, em suas considerações finais, que não deveria dar muita atenção aos estudantes da instituição, “porque eles são passageiros”.

As manifestações de insatisfação da comunidade acadêmica têm provocado a ira da atual administração, e os candidatos a reeleição começam partir para o ataque ao professor Antonio Osório. Sereno, que faz questão de não aceitar as provocações e responde aos questionamentos nos debates da forma mais natural possível, apontando as falhas e apresentando soluções, mostrando equilíbrio e preparo para ser o futuro gestor da UFMS.

Para iniciar um processo de resolução de problemas crônicos e antigos dentro da instituição, Antonio Osório e Teodorico Alves não recorrem a nenhuma fórmula mágica, citando a democratização da gestão como suporte principal para as mudanças. “A condução do processo de administração deve ser feita pelo conjunto da universidade, democratizando as decisões com a participação real e efetiva do conjunto da instituição. E não por um grupo de amigos ou partidários”, sustenta o candidato da chapa "UFMS para Todos".

O debate realizado no Centro Universitário de Três Lagoas, expôs a deficiência dos cursos já implantados pela UFMS e que ficaram fora do REUNI. Os estudantes do curso de Direito aproveitaram a debate entre os reitoráveis organizando uma manifestação civilizada pedindo a contratação de professores e mais técnicos administrativos, acervo de livros para a biblioteca, laboratório de práticas de jurídica, moradia e assistência estudantil.

No debate o candidato a reitor pela Chapa 2 – UFMS para todos - Antonio Osório avaliou que esta situação não pode mais acontecer na instituição, pois a expansão de cursos e do número de vagas deve acontecer com responsabilidade, de forma planejada, com dotação orçamentária e que garanta a qualidade de ensino.

Mariana Anjos / Com Informações Perfil News

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