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Educação

Bernal volta a ser alvo de questionamentos na Câmara Municipal de Campo Grande

6 março 2013 - 11h11 Por Lucas Junot

Pelo segundo dia consecutivo na Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Eduardo Romero (PT do B) fez uso da palavra durante sessão ordinária desta quarta-feira (6), para comentar a postura do chefe do executivo municipal, dessa vez sobre a representação que o prefeito encaminhou ao Ministério Público Estadual (MPE) tentando derrubar o reajuste salarial concedido pela administração do ex prefeito Nelson Trad Filho aos professores lotados na Rede Municipal de Ensino (Reme).

De acordo com o parlamentar, a conquista do reajuste linear de 22,22% concedido aos professores não foi uma simples decisão da administração anterior. Foi baseado na Lei 5.060 de abril de 2012 que estabeleceu um cronograma de três parcelas para reajuste. Sendo assim, foi definido reajuste de 7% foi paga no dia 1º de maio, a segunda também de 7% dia 1º outubro e a terceira de 8,22% para o dia 1º de dezembro.

O vereador Eduardo Romero ressalta que as decisões são para que seja cumprida a Lei Nacional do piso salarial dos professores, que tem valor de R$ 1.567, enquanto que em Campo Grande está em R$ 1.192,02, conforme tabela completa de vencimento base que pode ser conferida no site oficial da ACP (www.acpms.com.br) para 20 horas semanais.

‘Quando se fala em desenvolvimento de um país é muito lembrada a questão da educação. Mas é importante frisar que isso acontece por meio de profissionais preparados e motivados com condições de trabalho e remuneração digna. Investir maciçamente em educação envolve valorizar os profissionais da área’, destaca o vereador.

Ontem, a Câmara de Vereadores recebeu pedido de explicações da 30ª Promotoria de Justiça sobre a lei aprovada durante a gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad. O requerimento foi enviado pelo Ministério Público, tendo como base o procedimento de investigação preliminar instaurado a partir do questionamento do procurador do município Luiz Carlos Santini.

No pedido de investigação, a prefeitura alega que não houve estudo do impacto da folha de pagamento do reajuste a ser concedido e reclama do impacto a ser gerado no orçamento caso o reajuste seja mantido como o previsto, segundo informações do procurador jurídico da Câmara, Fernando Miceno Pineis.

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