O Ministro da Educação, Aloísio Mercadante, está em Campo Grande e veio para discutir assuntos relacionados a educação em Mato Grosso do Sul. Com mais de duas horas de atraso, o ministro se deparou com estudantes e técnicos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul pedindo o afastamento da reitora, Célia Maria Silva Correa Oliveira e do vice-reitor.
A vereadora Luíza Ribeiro (PPS) juntamente com o vereador Coringa (PSD) e o presidente do SISTA - Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino de Mato Grosso do Sul), Lucivaldo Alves dos Santos formularam uma petição, que foi entregue ao ministro Mercadante pouco antes de sua apresentação no plenário da assembléia, solicitando a intervenção do MEC na UFMS. Para Luiza é inconcebível que os diretores do Hospital universitário e do Hospital do Câncer tenham sido afastados de seus cargos, em função da chamada ‘Máfia do Câncer’ e a reitora ainda permanece no cargo. “Ela deve ser afastada para não interferir nas investigações, assegurando que não faça retaliações e até mesmo ameaças a possíveis denunciantes”, declarou.
O presidente do SISTA, Lucivaldo Alves dos Santos explica que quem não apoiou a reitora, sofre retaliações. “Os funcionários e até alunos que não apoiaram a eleição da reitora sofrem represálias, professores não conseguem contratar técnicos, a verba foi cortada e não investem em determinados cursos em função dessas manifestações”, comenta.
O acadêmico de economia, Renan Araújo fala que os alunos não são prioridade para a atual gestão da UFMS. “Se você se posicionar contra a reitoria, irá ser prejudicado em algum momento. Essa é uma política de pressão, onde não há democracia”. O estudante explica que nenhum investimento no campus para os alunos foi feito e tem muita coisa para ser melhorado. “Ha falhas no projeto do governo federal, nenhum campus em Mato Grosso do Sul tem moradia, as bolsas foram cortadas e o restaurante universitário no horário noturno não funciona”. Com relação a eleição da atual reitora ele fala que os estudantes foram injustiçados. “Não houve voto paritário, pois o sistema de meritocracia o voto de um professor equivale ao voto de 50 estudantes”, reclama.
O ministro Aloísio Mercadante disse que vai esperar, pois não ha nenhuma iniciativa sequer do Ministério Público sobre essa questão. “Nós vamos aguardar, pois não podemos fazer nenhum pré-julgamento e respeitar a autonomia universitária e se atingir qualquer pessoa que seja providências serão tomadas”, explica.
Posteriormente o ministro irá para uma reunião interna do PT, na Fetms (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) onde irá discutir eleições internas.