Análise da conjuntura educacional brasileira e a terceirização em detrimento das relações de trabalho vão a debate neste sábado e domingo (9 e 10) em Campo Grande, por professores e trabalhadores em estabelecimentos de ensino particular de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Trata-se do VI Congresso da Fitrae MS/MT (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), que será realizado no auditório do Hotel Vale Verde, a partir das 9 da manhã.
Profissionais de escolas do setor privado e sindicalistas dos dois Estados (MT e MS) somam forças na mobilização por melhorias na educação privada, valorização dos profissionais e, ainda, aprofundarão as discussões sobre reformas trabalhistas, informa Eduardo Botelho, presidente do Fitrae MS/MT.
Cerca de 70 delegados estão inscritos para o evento, que ocorrerá no Hotel Vale Verde e abordará os temas: “Terceirização x Relações de Trabalho” e “Conjuntura Educacional Brasileira”. Além disso, ocorrerá análise sobre reforma estatutária da federação e eleição de nova diretoria.
A economista e supervisora técnica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Leila Brito, ministrará palestra sobre a terceirização. “Abordaremos as consequências que a terceirização pode ocasionar nas relações de trabalho, principalmente se aprovado o Projeto de Lei 4330/04. Através de um contexto histórico e de dados obtidos por meio de pesquisas do Dieese, podemos afirmar que a terceirização está rompendo segmentos de atividades fins, sendo um grande desafio já que não vem acompanhada de benefícios tanto na melhoria de serviços quanto em relação ao trabalhador”, enfatiza.
O VI Confitrae MTMS é realizado pela Fitrae MTMS (Federação Interestadual de Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). O presidente da Instituição, professor Eduardo Botelho, explica a importância do congresso. “É um evento relevante para toda a sociedade, afinal, os educadores, professores e representantes de seis sindicatos dos trabalhadores da base da federação realizam uma profunda análise do cenário educacional, e, principalmente, articulam soluções buscando vencer os obstáculos da mercantilização da educação”, afirma.
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