A sessão ordinária desta quinta-feira (28) contou com a participação de professores da Rede Municipal e Estadual, que estão em greve por tempo indeterminando, na luta pelo cumprimento da Lei do Piso, que reajusta o salário dos professores.
Para falar em nome da classe, os vereadores de Campo Grande abriram espaço para que o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botareli e o presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais de Educação Pública), Geraldo Gonçalves usassem a Tribuna para apresentar as demandas de cada categoria.
Segundo Professor Geraldo, “somos vítimas de uma síndrome do não cumprimento de leis. Estamos aqui para exigir nossos direitos, estamos aqui de forma insistente, porque o prefeito não quer cumprir uma lei, os vereadores têm compromisso com isso. Estamos aqui para que os vereadores formem uma comissão e conversem seriamente com o prefeito. Essa lei foi aprovada por essa Casa”, alegou.
A Tribuna contou ainda com a participação da aluna da Rede Estadual, Gemima Cleslania que declarou seu apoio a luta dos professores. “Vamos lutar juntos com nossos professores, Não iremos nos curvar à hipocrisia, ao individualismo. Estamos cansados de nosso gritos permanecerem em silêncio. O professor é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”, disse.
Já o presidente da Fetems, Roberto Botareli afirmou que durante essa semana todas as câmaras do Estado estarão recebendo representação da Fetems para auxiliar na luta dos professores estaduais por reajuste nos salários. “A luta dos trabalhadores não é contra o PSDB é pelo cumprimento da Lei 4.464. O professor que trabalha 40 horas recebe menos de R$ 4 mil. Professor com mestrado em início de carreira recebe menos de R$ 5 mil. O Governo dizer que um professor recebe R$ 5.620,00 é mentira. O que queremos é pura e simplesmente o cumprimento da lei do município. Se essa moda pega o estado democrático acaba e não vou pagar o IPTU porque não concordo, não vou pagar taxa de inspeção do Detran porque não concordo. As leis devem ser cumpridas. Os dois estão cometendo um ato de improbidade. A Assembleia e a Câmara têm responsabilidade, isso dá afastamento. O magistério deve ser valorizado, para não precisarmos construir mais presídios, queremos justiça”, destacou.
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