A Marcha da Liberdade terá início às 9h, na Praça Ary Coelho, e deverá percorrer as principais ruas do centro da Capital, nesse sábado (18). Paralelamente, outras marchas estarão acontecendo em outras capitais do País.
Segundo o organizador do evento em Campo Grande, Vitor Hugo Samúdio, mais de trezentas pessoas estão diretamente envolvidas com a Marcha, que vai se concentrar na praça, e por volta de 10h segue pela rua 14 de Julho até a rua Barão do Rio Branco e depois volta pela rua 13 de Maio, parando novamente na praça Ary Coelho.
Diversos pronunciamentos estão programados, bem como apresentações e shows musicais e artísticos. O evento deve encerrar entre 13h e 14h. A Agetran e a Polícia Militar devem acompanhar as manifestações.
"Nosso encontro será pacífico e democrático", garante Vitor Hugo. Para ele o principal é abordar questões ligadas a violência, meio ambiente, racismo, homofobia, entre outros. "As minorias devem falar, ter espaço, e precisamos ir para as ruas, seja solteiro ou pai de família".
Vitor Hugo afirma que a marcha é uma troca solidária e de gesto grandioso entre as bandeiras. "A marcha é pela cidadania, vamos lá para não vermos mais homossexuais sendo agredido nas ruas por puro preconceito e intolerância, não podemos ver índios sendo queimados e a expropriação de terra e não falar nada. Não podemos ver a falta de apoio na cultura, sabendo que é a cultura que abre os pensamentos e intelectualmente promove a liberdade em cada individuo".
Segundo Vitor Hugo a marcha não fará apologia ao uso de qualquer tipo de droga, e afirmou que ninguém que defende a bandeira da liberação da maconha entrou em contato para confirmar presença no evento, porém ele ressalta que se houver alguém que queira defender, que poderá fazer, "pois o espaço é democrático".
O organizador finaliza com um pedido; "Traga sua bandeira, instrumento, faixa, alegria. A marcha é um ato de todos e para todos. Em casa somos um. Juntos somos todos!"
Como surgiu -
O movimento surgiu na passeata que aconteceu no ultimo dia 28 de maio na cidade de São Paulo com o nome de ‘Marcha da Liberdade’, após a violenta reação da policia militar e das autoridades da cidade contra os manifestantes que pedia pacificamente a descriminalização da maconha. O ato ganhou um vulto muito grande em todo o país, e foi decidido que se faria uma ‘Marcha Nacional da Liberdade’ no dia 18 de junho em todos os estados e que as marchas pudessem tratar de aspectos locais de cada região.
Ceyd Moreles
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