A Câmara Municipal de Campo Grande vai realizar no próximo dia 13 de julho, a partir das 9 horas, a Audiência Pública “Contra a Criminalização e a Violência aos Povos Indígenas”. O evento, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal (ARPIPAN), com o apoio da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Câmara, Conselho Estadual do Direito do Índio, Conselho Municipal dos Direitos e Defesa dos Povos Indígenas de Campo Grande, FUNAI e Comissão Permanente de Assuntos Indígenas da OAB/MS, entre outras entidades representativas dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul, deverá reunir autoridades municipais, estaduais, vereadores, lideranças indígenas de todo o Estado e representantes das comunidades Terena, Kadwéu, Guarani-Kaiowá, Guató e Kinikinaw.
Segundo informações da Câmara Municipal, a proposta do evento é discutir a criminalização das lideranças indígenas e a violência contra os povos indígenas em Mato Grosso do Sul, como o atentado ocorrido em 03 de junho, na Aldeia Cachoeirinha, em Miranda, quando quatro pessoas ficaram gravemente feridas, entre elas um motorista e três estudantes residentes na aldeia. O ônibus em que se encontravam os estudantes foi apedrejado e parcialmente incendiado, quando garrafas de vidro em chamas foram atiradas contra o veículo. Os quatro feridos sofreram queimaduras graves em várias partes do corpo e deles, três ainda continuam internados na Santa Casa de Campo Grande.
Além de violência e a da criminalização de lideranças, a Audiência Pública deverá debater também a retomada e a ampliação dos territórios indígenas no Estado e em todo o País.
Relatório do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), de 2009, aponta que naquele ano de 59 áreas definidas para demarcação, apenas 9 foram efetivamente homologadas pelo Governo Federal.
Violência - O relatório “Violência contra os povos indígenas no Brasil”, divulgado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) em 2009 registrou 60 assassinatos e 34 suicídios de indígenas em todo o país. Todos os casos de suicídio ocorreram entre os Guarani Kaiowá, de Mato Grosso do Sul. Esses povos também foram os que mais sofreram com assassinatos, 42 pessoas mortas.
Ceyd Moreles
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