A fazendeira Beatriz Rondon recebeu fiança no valor de 50 salários mínimos, totalizando R$ 27.250,00 nesta tarde. A fazendeira ainda está detida na sede da Polícia Federal, em Campo Grande e segundo o advogado dela, Renê Siufi, ainda nesta tarde o dinheiro será providenciado e a sua cliente será liberada.
Beatriz Rondon foi presa em flagrante por volta de 11h da manhã dessa sexta-feira (29) por posse de armas, durante a fase complementar da Operação Jaguar 2, realizada pela Polícia Federal que cumpriu seis mandados de busca e apreensão.
A fazendeira é investigada pela Polícia Federal por suspeita de participar e organizar safáris ilegais no pantanal sul-mato-grossense. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma fazenda em Aquidauana, cidade a 130 quilômetros de Campo Grande.
No dia 10 de julho, foi pedido a prisão preventiva de Beatriz Rondon, do caçador Antônio Teodoro, conhecido como Tonho da Onça, de um piloto do avião que aparece em imagens dos safáris ilegais e de estrangeiros que participavam do safári. Entretanto, os pedidos foram negados pela Justiça. Apenas os mandados de busca e apreensão foram autorizados.
No trecho do vídeo onde aparece a matança de uma onça-pintada, na época o advogado de Beatriz Rondon confirmou que as imagens foram produzidas na propriedade de Beatriz. "Quando o vídeo foi gravado, ela ainda não participava da ONG de proteção às onças, e na ocasião ela havia sido apenas convidada para uma caçada. Mas ela não organizou e nem praticou a caça e matança de onças em sua propriedade", afirmou o advogado.
Investigações - Denominada “Jaguar 2”, a operação conjunta entre Ibama e Polícia Federal (PF) desarticulou uma quadrilha de caça ilegal que realizada safáris estrangeiros no Pantanal de Rio Negro. Foram apreendidos crânios, partes e peles de animais silvestres. A ação ocorreu no dia 5 de maio.
Na sede da fazenda Santa Sofia, a polícia encontrou 2 crânios de onças, 16 galhadas de cervos do pantanal e uma pele de sucuri de 3,5 metros. As investigações da operação foram iniciadas há cerca de 1 ano e continuam em andamento pela Polícia Federal (PF) de Corumbá.
Ceyd Moreles
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