Crianças foram encontradas desnutridas e encaminhadas para abrigo. Mãe teria outros quatro filhos que são criados por parentes. Para deixar a cadeia pai e mãe terão que pagar fiança no valor de quatro salários mínimos (R$ 2.180), cada um.
Continua preso o casal suspeito de abandonar quatro filhos dentro de casa, no bairro São Jorge da Lagoa, em Campo Grande, nesse domingo (04). As crianças estariam desnutridas e foram encontradas em meio a muita sujeira, sozinhas por uma equipe da Polícia Militar, acionada por vizinhos que fizeram denúncia anônima.
No momento em que a polícia chegou à residência foi recepcionada por duas crianças, sendo uma de quatro e outra de dois anos de idade. O policial perguntou se havia mais alguém na casa, e a criança de quatro anos disse que sim, a irmã de seis anos cuidando da irmã de apenas, quatro meses de vida.
Visivelmente debilitadas, as crianças estavam com fome, em um ambiente muito sujo. Muita louça espalhada e restos de comida estavam pela na cozinha. A criança de seis anos disse que não deu leite para irmã mais nova, pois não sabia onde estava o alimento. Uma vizinha pegou o bebê e a alimentou. “A menina tinha tanta fome que tomou duas mamadeiras com leite”, disse a mulher, sem se identificar. Outra vizinha contou que sempre alertou a mãe das crianças de que um dia o Conselho Tutelar poderia aparecer e levar seus filhos.
“Sempre pedimos para ela cuidar dessas crianças. São pequenas e sempre ficavam sozinhas nos finais de semana. Normalmente o casal sai na sexta-feira e volta somente na segunda-feira”, relatou a moradora.
As crianças estavam sozinhas na casa desde a sexta-feira, dia 2. Hoje estão sob os cuidados do Conselho, em um abrigo da Capital. Os avôs, preocupados, já manifestaram vontade de ficar com os pequenos. A mulher tem 30 anos, e não trabalha, o marido, tem 38 anos e é catador de material reciclável.
Inclusive, a polícia confirma que a mulher tem outros quatro filhos que já estão sob guarda de avós. A Polícia Civil investiga também a denúncia de que os filhos em idade escolar, não estariam indo à escola.
Outra denúncia seria de que a Agente de Saúde é proibida de entrar para fazer vistoria na residência. Todas as informações estão com a Delegacia de Proteção à Infância e Juventude, Depca, na Capital.
Ceyd Moreles
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