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Promotor quer indiciamento de sete jovens frequentadores de “casa de orgia”

13 setembro 2011 - 07h04 Por Markito

Nesta segunda-feira (12) o promotor da Vara da Infância e Juventude de Campo Grande, Sérgio Harfouche, protocolou o pedido à Justiça pelo indiciamento de sete jovens que participavam de orgias em uma casa do bairro Iraci Coelho, na Capital, e ainda, pediu a internação provisória dos dois jovens considerados líderes do movimento, sendo o dono da casa e o primo dele.

Ao todo são 19 jovens suspeitos de faltar aula para praticar sexo e consumir drogas. Eles estão sendo investigados por estupro de vulnerável, formação de quadrilha e posse de aparelhos para preparação de entorpecentes.

Conforme o inquérito da Polícia Civil, que foi decisivo para convencer o promotor da gravidade do caso, os adolescentes do grupo teriam praticado sexo com menores de 14 anos durante os encontros. O Código Penal Brasileiro define que sexo com menores de 14 anos, mesmo consentido, é estupro de vulnerável.

Se os outros cinco jovens também indiciados não colaborarem com a Justiça, comparecendo as audiências, o promotor poderá também pedir por mais internações em unidades educacionais.

Para os demais adolescentes do grupo, Harfouche pretende estudar uma maneira para que também respondam pelo que fizeram.

Caso

No dia 18 de agosto uma mãe procurou a delegacia dizendo que seu filho não foi à escola e também que não voltou para casa. Ele foi encontrado no Parque Ayrton Senna do bairro Aero Rancho, e disse para a mãe que matar aula era algo rotineiro, e que seguiam para casa de um amigo, que seria o líder da gangue. O garoto afirmou que estaria frequentando a casa há pelo menos cinco meses.

A polícia civil encontrou várias camisetas, material para uso de droga, cesta repleta de preservativos. Os pais dos adolescentes envolvidos poderão responder pelo crime de abandono intelectual, com pena prevista de três meses de detenção.

Os adolescentes fizeram exame de corpo delito para comprovar a conjunção carnal. Em depoimento, eles confirmaram que havia troca de casais e que usavam camisinha em todas as relações.

Ana Maria Assis

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