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Parada da Diversidade Sexual pede tolerância e um Estado sem homofobia

24 setembro 2011 - 14h02 Por Markito

Campo Grande ganhou um colorido especial na tarde deste sábado (24). Foi realizada na Capital a 10ª edição da Parada da Diversidade Sexual.

Com o tema “Uma década de conquistas por um Estado sem fanatismo, machismo e homofobia”, o evento contou com atividades sociais e ações de prevenção de doenças, além de muita música e da participação massiva da população.

“Escolhemos o tema para mostrar que não somos contra nada que é bom, como o amor e a família, e sim, contra coisas ruins, como a homofobia e a intolerância”, explicou a coordenadora-geral da Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul (ATMS), Cris Stephani. Para ela, a população LGBT já tem muito que comemorar, mas a situação ainda está longe da ideal. “Já avançamos muito, conquistamos direitos e a aprovação de Leis que nos protegem. Mas ainda buscamos mais igualdade, para que ninguém seja discriminado por causa de sua orientação sexual”.

O evento começou às 8h, com atividades sociais e ações de prevenção na Praça do Rádio Clube. A partir das 15h foi realizada a caminhada, que passou pela Avenida Afonso Pena e pelas Ruas 14 de Julho, Cândido Mariano, 13 de Maio e Barão do Rio Branco.

Às 17h30, de volta à Praça do Rádio, foi iniciado o Show da Diversidade, e mais tarde os participantes ainda poderão curtir a Festa Oficial da Parada, em uma casa noturna da Capital.  

Ações

Durante o evento, os participantes puderam tirar dúvidas e realizar testes para detectar a presença de doenças sexualmente transmissíveis.

Através da distribuição de preservativos e de material informativo sobre a Aids, a Hepatite e outras doenças, a Secretaria de Saúde alertou e informou a população sobre a importância da prevenção e do sexo seguro.

Instituições também aproveitam o evento para demonstrar apoio à população LGBT. “Nossa igreja apóia o movimento em todo o Brasil. Em Campo Grande, ainda somos uma comunidade pequena, mas temos muitos fiéis que fazem parte da classe LGBT, e entendemos que todos merecem ser acolhidos e abençoados”, afirmou o reverendo da Igreja Anglicana, Carlos Eduardo Calvani.

Participação da população

Com mais participantes a cada ano, a Parada da Diversidade Sexual não atrai apenas a população LGBT, mas famílias inteiras que apoiam e participam da festa.

“É uma muito bom, eu gosto muito”, comemora a dona de casa Marlene Messias, de 62 anos, que foi à Parada acompanhada dos filhos, da sobrinha e da mãe de seu genro.  Para ela, o evento pode ser considerado um programa familiar. “Venho todo ano, desde que saí de Corumbá e vim morar aqui. Faço questão de participar”.

“É ótimo ver que a cada ano que passa temos mais participantes, e que não se trata apenas da comunidade LGBT, mas da população em geral, de famílias completas”, comemora, orgulhosa, Cris Stephani.

Camila Bertagnolli

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