Nesta quarta-feira (28) os bancários prosseguem no segundo dia de greve reivindicando aumento salarial. Insatisfeitos com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), eles começaram ontem a paralisação que possui caráter nacional e que deve continuar em tempo indeterminado, e a expectativa dos sindicalistas é que mais de 70 agências permaneçam fechadas hoje.
A presidente do Sindicato dos Bancários em Campo Grande, Iaci Terezinha Rodrigues de Azamor Torres, afirmou ao MSREPÓRTER que no primeiro dia 66 agências aderiram a paralisação, e que hoje a greve estará ainda mais fortalecida. Ela e outros representantes do sindicato estão espalhados nas portas das agências para apoiar os bancários a participarem da mobilização.
Das 66 agências que fecharam, 65 são de Campo Grande e uma é de Aquidauana. Iaci acredita que hoje serão mais de 70 agências fechadas. A reivindicação principal da categoria é o aumento salarial, em que os Bancos ofereceram 0.6%, enquanto que a classe quer 5% de aumento real. Em Campo Grande há 100 agências bancárias, e no interior, aproximadamente 35.
A presidente do sindicato também explicou que no dia 1º de setembro é a data base da categoria, e que no dia 12 de agosto foi entregue a minuta de reivindicações à Fenabam, no entanto, após três semanas de negociação, não houve qualquer evolução.
“A greve continua, e ainda mais fortalecida. Nós ainda não temos os números de agências que ficarão fechadas hoje, mas acredito que já passam de 70. Por enquanto a ordem é continuar e aumentar a mobilização”, afirmou Iaci.
A sindicalista citou ainda que nesta semana são iniciados os pagamentos dos aposentados, e que os bancários que não participam da paralisação deverão deixar de se dedicar aos “grandes negócios” dos bancos, para que possam atender o pagamento desta parcela da população.
“Acreditamos que a Fenaban esteja até nos testando. Mas a população vai entender nosso movimento. Os bancários que estiverem trabalhando, devem largar os grandes negócios e fazer o atendimento dos aposentados. Não devem ceder por pressão ou por ameaça, para que assim, quem estiver do lado de fora possa continuar a luta que é de todos nós”, disse Iaci.
Ana Maria Assis
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