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Prefeito em exercício diz receber com tristeza notícia de liberdade de “mandante do crime”

29 setembro 2011 - 10h50 Por Markito

Foi solto agora à tarde o prefeito afastado de Alcinópolis, Manoel Nunes da Silva (PR). Acompanhado de advogados, na saída ele não quis falar com a imprensa. Preso desde 20 de julho ele é suspeito de ser o mandante do assassinato do presidente da Câmara do município, Carlos Antônio Carneiro.

Em Alcinópolis, a informação é de que os aliados de Manoel comemoram com fogos o habeas corpus concedido.  Ele foi o único a ter a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS). Os outros três vereadores suspeitos de participação no crime estão em liberdade desde agosto e já voltaram aos cargos.

O prefeito em exercício do município, Alcino Carneiro, que é pai do vereador assassinado, está em Campo Grande e disse ao MSREPÓRTER que a sensação no momento é de tristeza. “Quero que a justiça seja feita. Todo mundo sabe que ele é o mandante da morte do meu filho”, contesta.

Alcino diz estar apreensivo quanto à segurança de sua família, que é uma das fundadoras da cidade. “Eles chegaram a colocar fogo no meu quintal, ameaçam invadir a prefeitura, dizendo que assim que Manoel voltar, ocupará novamente o cargo. Mas eu continuo como prefeito até a justiça determinar”.

Ele teria pedido de apoio à secretaria de segurança do município, mas ainda não obteve resposta.

Clima é de rivalidade

Alcino Carneiro diz que de 300 funcionários da prefeitura, 100 é “olheiro” de Manoel. “Fica difícil até de trabalhar lá”.

Assassinato

O vereador e presidente da Câmara Municipal de Alcinópolis, Carlos Antonio Costa Carneiro (PDT), de 40 anos, foi assassinado com três tiros, no dia 26 de outubro de 2010, ao lado do hotel Vale Verde, na Avenida Afonso Pena esquina com a Rua Guia Lopes, em Campo Grande.

Após disparar contra a vítima, o autor correu ao encontro de Aparecido de Souza, de 28 anos, que o esperava em uma motocicleta Yamaha, de placa HSN 2741, de Campo Grande/MS.

A dupla foi presa após ser perseguida por dois investigadores da DGPC (Diretoria Geral da Polícia Civil) que passavam pelo endereço em uma viatura descaracterizada e presenciaram o crime.

Segundo os policias, durante a perseguição chegaram a atirar três vezes contra os autores que foram impedidos de fugir após derraparem e caírem ao chão. Eles foram presos pelo Grupo Armado de Repressão a Roubos e Sequestros (Garras).

Os criminosos teriam sido contratados para executar o vereador pelo valor de R$ 20 mil.

Karla Lyara

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