O resultado da análise das amostras do alimento servido na Escola de Tempo Integral Iracema Maria Vicente, em Campo Grande, confirmou a hipótese do prefeito Nelson Trad Filho de que a comida estava contaminada pela bactéria estafilococos o que causou intoxicação alimentar às crianças. O Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul (Lacen/MS) divulgou os resultados nesta segunda-feira (03).
De acordo com as análises foi encontrada a presença da bactéria estafilococos, confirmando a hipótese de que a contaminação do alimento ocorreu no intervalo entre a pós-preparação até o momento em que foi servido.
O prefeito nesta segunda-feira almoçou com estudantes e funcionários da escola que só hoje retomou às aulas após a intoxicação alimentar, no dia 27. O prefeito considerou que a escola está em plenas condições de atender aos alunos. Contudo, por precaução os produtos enlatados serão evitados e os alunos comerão mais os alimentos naturais.
O cardápio de hoje teve leite com achocolatado e biscoito doce no café-da-manhã; fruta no lanche da manhã; arroz, feijão, carnes em cubos ao molho, salada de acelga com tomate no almoço e pudim de milho verde e biscoito salgado no lanche da tarde.
Causas da contaminação
Entre as possíveis causas apontadas pela contaminação estão: a distribuição dos alimentos em temperatura inadequada, conservação e manuseio pós-preparação. O Lacen ressalta que se o alimento tivesse sido contaminado após preparo e fosse armazenado em refrigeração e manuseado corretamente, a formação de toxina, resultante da alta reprodução bacteriana não teria ocorrido, já que em temperatura ambiente, a cada 10 minutos tem-se uma nova geração de bactérias.
O Lacen/MS ainda analisa as amostras dos alimentos in natura, ou seja, sem preparação ou que estavam no estoque da escola. A toxina produzida pelo estafilococos resultante de sua reprodução provoca vômitos e diarréia entre uma a seis horas. Quanto maior a sua concentração, menor o de período de incubação.
Ceyd Moreles
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