Vai a juri popular dia 29 de novembro o jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, acusado de matar Rogério Mendonça Pedra Neto, de 2 anos (foto), durante uma briga de trânsito em 2009. O julgamento foi marcado pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 1ª Vara do Tribunal do Júri e a decisão foi publicada nesta terça-feira (25) pela Justiça.
O acusado está preso em Campo Grande desde 9 de setembro de 2010. A defesa chegou a recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), sem sucesso. O advogado de Agnaldo ainda não foi informado oficialmente sobre a data do julgamento.
O juiz entendeu que mesmo que a defesa tente recorrer das decisões anteriores, o processo deve seguir o processo natural, inclusive com a definição do julgamento.
A morte da criança resultou após uma briga de trânsito que aconteceu no cruzamento das avenidas Mato Grosso e Ernesto Geisel. O garoto foi atingido por um tiro no pescoço, em seguida levado para atendimento médico, mas, não resistiu e acabou falecendo.
A discussão foi entre seu tio, Aldemir Pedra Neto, que conduzia a caminhonete L-200, onde ele estava, e o jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, então com 60 anos. O motivo da briga seria uma "fechada" no trânsito, que fez com que os motoristas descessem do carro e se agredissem.
Depois de retornarem aos veículos e seguirem seus trajetos, ao chegar no cruzamento da Avenida Mato Grosso com a Rui Barbosa, o jornalista efetuou quatro disparos de arma de jogo, acertando dois no menino, que estava no banco de trás com a irmã, e o avô dele, o pecuarista João Afonso Pedra, de 52 anos. O avô ficou ferido, mas sem gravidade. Agnaldo se apresentou à Polícia algumas horas após o crime.
A mãe de "Rogerinho", como era chamado o garoto, criou no ano passado um blog na internet onde escreve mensagens de saudades do filho, e também recebe o carinho e solidariedade de amigos, familiares e todos que queiram participar.
A página pode ser acessada pelo endereço: http://rogerinhoamoreterno.blogspot.com/
Karla Lyara
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A morte da criança resultou após uma briga de trânsito (Foto: Arquivo pessoal)