A partir desta terça-feira (1º) será implantada na Capital a segunda fase da utilização dos cartões eletrônicos nos ônibus coletivos.
No último dia 26 de agosto, os cartões se tornaram obrigatórios apenas nos veículos articulados, agora a decisão vale para mais 17 linhas, a maioria delas ligando terminais a outros terminais, aos shoppings e ao centro da cidade.
A medida, tomada para diminuir os recorrentes assaltos a ônibus, gera grande movimento nos pontos de venda dos cartões e divide a opinião da população. Enquanto uns se sentem mais seguros com a menor circulação de dinheiro, outros se preocupam com os transtornos que a obrigatoriedade do cartão pode trazer. “Eu já presenciei um assalto. Foi terrível. Menino entrou no ônibus armado com faca e levou o dinheiro do motorista”, relatou a operadora de caixa Dayane de Souza, usuária diária do transporte coletivo.
O prefeito Nelson Trad Filho se mostrou otimista com a implantação do sistema, e enfatizou que o cartão magnético representa mais segurança para a população. “Para nós o cartão representa segurança e mais uma modernidade que chega à população. Este método tem dado certo em outras cidades e tenho certeza que dará certo aqui em Campo Grande”, afirmou.
A capital conta atualmente com cerca de 1,2 mil pontos de venda espalhados pela cidade, e segundo a Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Assetur), 75% dos usuários já se adaptaram ao cartão.
De acordo com a Assetur, a partir desta terça terão que utilizar o cartão os usuários das linhas 51, 61, 62, 64, 65, 70, 72, 73, 74, 75, 76, 80, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 87, 88 e 89.
Diminuição dos assaltos
Na avaliação da Assetur os resultados obtidos com a implantação dos cartões são positivos. A entidade dá como exemplo o fato de, na primeira quinzena do mês de setembro, o número de assaltos ter caído mais da metade, em comparação ao mesmo período do ano passado.
A informação foi dada pelo presidente da Assetur, João Rezende que divulgou: “Na primeira quinzena do mês de setembro, foram registrados 13 assaltos contra 30 no mesmo período de 2010. Não queremos dizer que só o cartão foi responsável por toda a queda, mas foi de grande contribuição para esta queda. Isto podemos afirmar”, ressaltou.
A Assetur informa que os locais para venda de cartões serão ampliados, entre as bancas de revistas, conveniências e vendedores ambulantes que ficarão localizados nos pontos de ônibus da região central. A aquisição também pode ser feita pela Internet.
João Rezende aponta a facilidade e a segurança como vantagens para todos os demais usuários do transporte coletivo. “No início, enfrentamos alguma resistência da população, mas as pessoas estão entendendo que a utilização do cartão é necessária e traz segurança a todos os usuários e ao motorista do veículo”, observou.
Camila Bertagnolli
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