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Instalação incorreta de piso e rampa prejudica deficientes

3 dezembro 2011 - 08h48 Por Markito

As calçadas estão entre as principais dificuldades de locomoção enfrentadas pelos deficientes físicos e visuais em Campo Grande.  A instalação correta do piso tátil e das rampas poderia facilitar a vida de muitas pessoas portadoras de necessidades especiais.

É o que aponta o deficiente visual Orlando Brito, de 53 anos. Ele conta que a instalação do piso tátil foi algo que contribui bastante para a locomoção dele pela cidade, no entanto, algumas correções precisam ser feitas. “O morador está entendendo que é necessário o piso, mas ele precisa de orientação, tem piso tátil que termina em degrau, em orelhão. E a calçada tem que ter um piso uniforme, para facilitar a passagem da pessoa, porque é para todos passarem e não só eu”.

Brito foi um dos participantes da Passeata “Esta vaga não é sua nem por um minuto” para conscientizar os motoristas para que não ocupem as vagas de estacionamento reservadas a deficientes físicos, idosos e outras pessoas com mobilidade reduzida. A ação faz parte das ações em alusão ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que dia 3 de dezembro.

O deficiente visual afirma que já começou a perceber os resultados da preocupação com a acessibilidade nos últimos anos. “Na década de 70, o deficiente era marginalizado. Essa passeata é uma demonstração dessa mudança positiva. Antes ficávamos jogados por aí. Hoje não, a sociedade está tomando consciência de que o deficiente também é um ser humano”, relata.

A reivindicação também é feita por Tânia Ferreira Ribeiro, de 36 anos. Ela se tornou cadeirante há 7 anos, depois de um acidente de trabalho. “É muito difícil andar nessas calçadas, não são uniformes. Outro problema é que, às vezes, tem rampa no começo da calçada, mas quando chega lá no final não tem rampa. O que adianta como vou descer, atravessar?”, relata.

Para Tânia, são detalhes do cotidiano que as pessoas não percebem. “A gente tem que sair, tem que pagar uma conta, comprar uma passagem de ônibus, mas não consegue, ou desiste ou espera alguém que possa ajudar”.

Outro problema apontado pela cadeirante é o número de ônibus adaptados. “Precisamos de mais ônibus adaptado e que os motoristas sejam melhor preparados também”, ressalta.

Adriana Oliveira

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