Mais uma audiência do caso Marielly está marcada para esta segunda-feira (05), às 17h30, na 1ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande.
A primeira audiência aconteceu no dia 24 de novembro, em Sidrolândia, no entanto, Hugleice da Silva e duas testemunhas não compareceram.
Nesta segunda (05), serão ouvidas testemunhas de acusação. Dois policiais civis que trabalharam na investigação sobre a morte da jovem devem prestar depoimento.
A próxima audiência de acusação está agendada para amanhã (06), a partir das 16 horas, na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. No dia 15 de dezembro, está previsto o interrogatório de Hugleice da Silva, cunhado da vítima.
Hugleice é um dos acusados no envolvimento com a morte de Marielly. Ele foi libertado no dia 19 de setembro. O advogado entrou com pedido de habeas corpus alegando bom comportamento, endereço fixo, bons antecedentes, trabalho, família constituída e ter apresentado de forma espontânea à polícia após ter a prisão decretada.
O outro acusado, Jodimar Ximenes Gomes, está preso.
O caso
A morte da jovem estudante Marielly teve imensa repercussão em todo Mato Grosso do Sul e também na cidade de Alto Paraíso, onde a jovem foi enterrada. Um crime repleto de suspense, aonde as informações eram vistas como peças de um quebra-cabeças difícil de montar.
Na tarde do dia 21 de maio, Marielly desapareceu em Campo Grande. O corpo foi encontrado em um canavial na cidade de Sidrolândia, a 70 quilômetros da capital, no dia 11 de junho.
Antes disso, a família já havia iniciado campanha em busca da jovem. Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a estudante morreu em decorrência de aborto mal sucedido.
O cunhado de Marielly e o enfermeiro foram presos, por envolvimento na morte da jovem. Inicialmente, o cunhado negou que tivesse qualquer relação com o caso, mas confessou que teve um relacionamento com a garota e que a levou para abortar em Sidrolândia. Silva disse que pegou o telefone do enfermeiro com um caminhoneiro e marcou encontro na casa dele, em Sidrolândia.
O cunhado de Marielly disse à polícia que Gomes contou que o procedimento deu errado e a jovem morreu. Os dois teriam levado o corpo para o canavial.
Adriana Oliveira
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