Nas próximas semanas, os usuários do transporte coletivo de Campo Grande vão poder utilizar somente o cartão para o pagamento do passe, que vai aumentar de R$ 2,70 para R$ 2,85. O cartão será obrigatório a partir desta segunda-feira (20), já o reajuste do passe passa a valer no dia 1º de março.
A obrigatoriedade do cartão vai atingir as 113 linhas alimentadoras, que fazem o itinerário bairro/terminal. De acordo com o diretor da Agência Municipal de Transporte e Trânsito, Rudel Trindade Júnior, a previsão era a obrigatoriedade passava a valer desde o dia 1º de janeiro.
“Nós assinamos um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público Estadual e começamos a mudança em agosto com a obrigatoriedade em algumas linhas. Em janeiro, já era para atingir todas, mas as empresas estavam esperando a publicação do decreto”, explica Rudel.
O decreto foi publicado nesta sexta-feira (17) do Diário Oficial do Município. O cartão do passe já é obrigatório nas 70 linhas de ônibus articulados, desde agosto do ano passado. Segundo o diretor da Agetran, mais de 90% dos passageiros já fazem o pagamento com o cartão.
“É importante lembrar que essa mudança foi implantada para garantir a segurança dos passageiros e funcionários, para reduzir o número de assaltos a ônibus. E foi o aconteceu, a média era de 50 assaltos por mês e agora caiu para 3 ou 4”, ressaltou.
São 800 pontos de recargas espalhados pelas vias mais movimentadas da cidade, como a Praça Ary Coelho e Avenida Afonso Pena. Será instalado ainda outro ponto em frente ao Shopping Campo Grande.
Para quem precisar usar o transporte coletivo em ocasiões isoladas, o diretor da Agetran explica que somente alguns pontos vendem o cartão unitário. “Mas o usuário também pode comprar em conveniências, postos de gasolina e farmácias”.
Atualmente, passam pelo sistema 579.459 cartões, sendo 258.717 recarregáveis; 301.135 de vale-transporte e 19.607 de passe servidor.
Aumento do passe
A tarifa do transporte coletivo teve o reajuste de 5,56% passando de R$ 2,70 para R$ 2,85, a partir do dia 1º de março.
Segundo Rudel, o aumento é calculado a partir de uma planilha de custos, estabelecida pelo Governo Federal. “São os custos para manter o transporte coletivo como o pneu, o diesel, manutenção do veículo, o salário do motorista e de outros funcionários”, explica.
O reajuste não traz impacto para 28% dos usuários, que reúne os estudantes (20%), idosos e portadores de deficiência física (8%) que não pagam pelo transporte.
O percentual de aumento da tarifa ficou abaixo da inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses (6,22%) e da correção do salário mínimo, que em janeiro subiu 14,13%, de R$ 545,00 para R$ 622,00.
Nos últimos seis anos, a tarifa acumula aumento de 58%, enquanto o salário mínimo aumentou no mesmo período, 139%. O número de passageiros nos últimos cinco anos aumentou 10,65%, passando de 71.704.554 em 2006 para 79.338,057 em 2011.
Adriana Oliveira
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