Começa nesta manhã de sexta-feira (24), o julgamento de dois dos acusados de matar o vereador Carlos Antônio Costa Carneiro, presidente da Câmara de Vereadores de Alcinópolis, em Campo Grande. Ireneu Maciel, que teria atirado no vereador, e Valdemir Vansan, que teria intermediado a contratação do assassino, serão julgados na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.
O assassinato do vereador foi em outubro de 2010 e os primeiros a serem julgados são Ireneu e Valdemir, sendo que há mais cinco denunciados pelo crime, incluindo o prefeito de Alcinópolis na época, Manoel Nunes.
Carneiro foi morto por dois homens que estavam em uma moto. Houve perseguição dos atiradores por policiais e, no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Guia Lopes, os dois se entregaram. Aparecido Souza Fernandes que pilotava a moto, não será julgado hoje por ter interposto recurso ao Superior Tribunal de Justiça e espera a resposta.
Os acusados julgados hoje também recorreram ao Tribunal de Justiça, que negou provimento ao recurso estrito e também ao especial. Os autos foram remetidos ao STJ, onde foram digitalizados e baixados para o primeiro grau.
Neste mês o juiz de direito Aluizio Pereira dos Santos aceitou denúncia do Ministério Público Estadual contra Eliênio Almeida de Queiroz, vereador e primeiro secretário da Câmara Municipal de Alcinópolis; Valter Runiz Dias de Souza, vereador e presidente da Casa; e Valdeci Lima de Oliveira, vice-presidente. Os três estão sendo acusados de envolvimento no assassinato que foi consumado quando a vítima era presidente da Câmara Municipal em que os vereadores citados tornaram-se líderes.
O juiz aceitou a denúncia no dia 15 de fevereiro deste ano. Além deles, já haviam sido denunciados o prefeito de Alcinópolis, que foi afastado do cargo, Manoel Nunes da Silva; Ireneu Maciel, que teria atirado no vereador; Valdemir Vansan, que teria intermediado a contratação do assassino; e Aparecido de Souza Fernandes, que pilotava a motocicleta em que o atirador tentou fugir.
Conforme denúncia do Ministério Público, feita por meio do promotor Douglas Oldergardo Cavalheiro dos Santos, dois meses antes do assassinato de Carlos Carneiro, Ireneu esteve em Alcinópolis, planejando que seria naquele município o crime. No entanto, os planos mudaram, e quando a vítima veio a Campo Grande, o pistoleiro fingiu ser um empresário, marcou o encontro, e armou a emboscada.
Para o MPE, o motivo do crime é torpe, pois seria por desavenças políticas. O vereador assassinado seria do grupo político contrário ao do prefeito, e elaborava um dossiê com informações sobre irregularidades administrativas. Por isso, o interesse também de Manoel Nunes na execução da vítima.
Ana Maria Assis
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