Durante julgamento dos dois acusados de envolvimento na morte do vereador Carlos Antônio Costa Carneiro, o promotor Douglas Oldergardo Cavalheiro dos Santos disse que os réus querem salvar o mandante do assassinato, Manoel Nunes, que era prefeito de Alcinópolis na época do crime.
O promotor iniciou a acusação lembrando o assassinato desta quinta-feira (23), em que Andrey Galileu Cunha, de 31 anos, foi morto com um tiro na nuca. O crime também aconteceu em pleno centro da cidade, na Rua Rio Grande do Sul. O vereador Carneiro foi assassinado no dia 26 de outubro de 2010, próximo do Hotel Vale Verde.
Cavalheiro chamou o depoimento dos reús de “fábula” para salvar não só o mandante, o prefeito Manoel Nunes, como os outros vereadores envolvidos que também tinham interesse na morte de Carlos Antônio. Além de Manoel Nunes, mais cinco pessoas, entre elas, três vereadores, foram denunciadas pelo crime.
O julgamento acontece na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O assistente de acusação é o advogado Ricardo Trad e a defesa está sendo feita pelo advogado José Roberto Rodrigues da Rosa. O júri é formado por cinco homens e duas mulheres.
Caso
O vereador e presidente da Câmara Municipal de Alcinópolis, Carlos Antonio Costa Carneiro (PDT), de 40 anos, foi assassinado com três tiros, no dia 26 de outubro de 2010, ao lado do hotel Vale Verde, em Campo Grande.
Após disparar contra a vítima, o autor correu ao encontro de Aparecido de Souza, de 28 anos, que o esperava em uma motocicleta Yamaha, de placa HSN 2741, de Campo Grande.
A dupla foi presa após ser perseguida por dois investigadores da Diretoria Geral da Polícia Civil (DGPC) que passavam pelo endereço em uma viatura descaracterizada e presenciaram o crime.
Segundo os policias, durante a perseguição chegaram a atirar três vezes contra os autores que foram impedidos de fugir após derraparem e caírem ao chão. Eles foram presos pelo Grupo Armado de Repressão a Roubos e Sequestros (Garras). Os criminosos teriam sido contratados para executar o vereador pelo valor de R$ 20 mil.
Prefeito de Alcinópolis na ocasião, Nunes, e outros vereadores foram presos na época, e hoje, em liberdade, ainda estão sendo investigados por envolvimento no crime.
Adriana Oliveira e Ana Maria Assis
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