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Portadores de Síndrome de Down realizam passeata no centro de Campo Grande

21 março 2012 - 06h37 Por Markito

Nesta manhã de quarta-feira (21) as ruas do centro de Campo Grande receberam uma nova passeata. Mas, diferente do rotineiro, esta manifestação foi mais por uma comemoração do que por uma reivindicação. Dia Internacional da Síndrome de Down, crianças, jovens e adultos  com cartazes, camisetas e sorrisos no rosto caminharam pelas avenidas 14 e Julho e Afonso Pena mostrando que podem vencer, a cada dia, a barreira do preconceito.

Promovida pela Sociedade Educacional Juliano Varela, a 1ª Caminhada Internacional da Síndrome de Down em Mato Grosso do Sul contou com cerca de 160 “dows” que, chegando na Praça do Rádio Clube, fizeram diversas apresentações artísticas, como de dança, capoeira e fanfarra.

O grupo iniciou a manifestação por volta das 8h, a concentração foi na Avenida Afonso Pena, esquina com a Rua 14 de Julho. Eles percorreram a rua até chegar à Rua Barão do Rio Branco, e depois seguiram à Praça do Rádio Clube.

A escola que teve a iniciativa possui cerca de 150 alunos, e com o evento, a ideia é apresentar à sociedade as potencialidades e qualidades das pessoas especiais.

Conforme a presidente da Sociedade Educacional, Maria Lucia Nogueira Fernandes Varela, a escola trabalha com duas frentes. O aluno que chega bebê ao local, e é acompanhado até a fase adulta, e o jovem ou adulto com Síndrome de Down que quer ser socializado, participando das aulas de capoeira, artes, dança, teatro e outros.

Maria Lucia é mãe de Juliano Varela, que nasceu com Down em 1991, e foi a principal motivação para que ela desse início ao projeto da sociedade educacional. "O Juliano é um anjo que Deus colocou na minha vida. Depois dele, eu sou uma pessoa melhor”, disse ela.

Na escola, são executados programas de estimulação precoce, educação infantil, ensino fundamental, preparação para o mercado de trabalho e atividades extra classe. Todas essas ações objetivam o desenvolvimento global do aluno e atendimentos clínicos.  A escola possui alunos portadores de Síndrome de Down de todas as idades, eles podem ser matriculados o local com apenas sete dias de vida, e o mais velho hoje possui 55 anos.

 

A sociedade é mantida com recursos municipais, estaduais, federais e de voluntários.

Ana Maria Assis

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