Campo Grande tem a sexta melhor gestão fiscal entre as 27 capitais brasileiras, com conceito “A”, avaliada como excelente, em dois dos quatro indicadores (investimento e receita própria) e”B”, boa gestão dos gastos de pessoal e do custo da dívida. O IFGF médio de Campo Grande ficou em 0,7617. Neste ranking das capitais, liderado por Porto Velho com 0.8805, Campo Grande ficou a frente de Florianópolis, Recife, Manaus, Belém, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, dentre outras cidades.
É o que mostram os dados de um estudo da FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) que, com base em dados referentes à 2010 fornecidos à Secretaria do Tesouro Nacional por 5.268 municípios, apurou o IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal). O indicador criado para avaliar a qualidade de gestão fiscal dos municípios brasileiros.
O índice varia de 0 a 1, quanto mais perto de um melhor a situação fiscal. Os bons indicadores de gestão fiscal de Campo Grande foram destacados nos principais jornais do País.
A melhor avaliação da prefeitura foi no indicador “investimento”, alcançando 0,9936. Em 2010, quando os investimentos da administração municipal somaram R$ 298,4 milhões, a capital sul-mato-grossense foi a primeira colocada na região Centro-Oeste, conforme estudo divulgado pela Frente Nacional de Prefeitos. No ranking nacional, a cidade ficou em 10º lugar num ranking com 100 municípios.
Outro indicador em que a administração é bem avaliada é o da receita própria (IFGF, 0,8208). Com mais de 80% de adimplência, Campo Grande tem a 15ª maior arrecadação de IPTU do País e a 26ª de Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza. Em relação aos gastos com pessoal, a prefeitura está cumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita estas despesas em 60% da receita líquida. A capital obteve 0,7273 de IFGF Gasto com Pessoal. Em 2010, os gastos com pessoal absorveram 46,2% da receita líquida. O IFGF Custo da Dívida, 0,7667, demonstrou boa gestão financeira, com conceito B.
O prefeito Nelson Trad Filho demonstra satisfação com estes resultados. “O equilíbrio das contas públicas tem permitido à prefeitura manter um nível de investimento satisfatório para atender às demandas da sociedade. O contribuinte responde pagando os tributos municipais porque sabe que o dinheiro do seu imposto vai ser revertido em obras e serviços”.
Os indicadores que compõem o IFGF Receita Própria medem o total de receitas geradas pelo município em relação ao total da receita corrente líquida.
O IFGF Gasto com Pessoal representa quanto os municípios gastam com pagamento do quadro de funcionários. O IFGF Investimentos, indicador que acompanha o total de investimentos em relação à receita corrente líquida.
O IFGF Custo da Dívida correspondente à relação entre as despesas de juros e amortizações e o total de receitas líquidas reais. No IFGF Liquidez, responsável por verificar a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os ativos financeiros disponíveis para cobri-los no exercício seguinte.
Karla Lyara/Com informações do CG Notícias
Leia Também
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
Foto: Denilson Secreta