O ex-ministro do Trabalho no Governo Collor, Rogério Magri, está em Campo Grande com o diretor da Força Sindical nacional, Geraldino dos Santos, secretário de Relações Sindicais da central. Eles estão com sindicalistas de Mato Grosso do Sul, ligados à força, para fortalecer o movimento em favor das lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores, cada vez mais ameaçados por grupos organizados do empresariado, principalmente no Congresso Nacional, onde tramitam matérias em detrimento dos interesses da classe trabalhadora brasileira.
Em Campo Grande, Rogério Magri conversou durante toda manhã com sindicalistas ligados à Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul, ligados à metalurgia, comércio, indústria, aposentados e outras categorias. Magri está ligado à Força Nacional e tem percorrido o País para levar idéias e sugestões visando o fortalecimento do movimento sindical brasileiro. Ele lembrou do I Conclat que reuniu o movimento sindical de diversas categorias, visando o fortalecimento do sindicalismo para lutar por ideais comuns.
Magri disse também que a Europa e Estados Unidos, onde a pluralidade sindical impera, a vontade hoje dos sindicalistas é ter o modelo brasileiro, que é de unicidade sindical que vem sendo alvo de ataques para virar pluralidade. O ex-ministro é um defensor da unicidade por entender que de outra forma o sindicalismo enfraquece e morre.
Geraldino dos Santos também tem percorrido o Brasil para ajudar a fortalecer o movimento sindical. Disse que existem muitas bandeiras a serem defendidas e que só podem ser alcançadas se houver a união de esforços de todos. Ele citou casos como da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais; o fim do “famigerado” fator previdenciário, que reduz em até 40% o valor das aposentadorias no Brasil. Além disso existem outras matérias que buscam esse mesmo objetivo, ou seja, anular ou reduzir os direitos dos trabalhadores.
Presentes à reunião o presidente da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul, Idelmar da Mota Lima, que preside também o sindicato e a federação de trabalhadores no comércio de MS (Fetracom), Estevão Rocha dos Santos, vice-presidente da Força MS e presidente do Seaac/MS, e dezenas de sindicalistas da Capital e interior do Estado.
Ministro do governo Collor
O ex-ministro Magri entrou para a política através do sindicalismo, tendo sido presidente do Sindicato dos Eletricitários de 1978 a 1990. Em maio de 1989 foi eleito presidente da Central Geral dos Trabalhadores (CGT).
A posição de destaque numa importante entidade sindical e seu apoio pessoal a Collor fizeram com que, após a vitória eleitoral deste último, fosse chamado a compor a lista de ministros do novo governo.
Quando ministro, quando respondeu a um repórter que questionara se o salário também seria reduzido, Magri respondeu: "O salário do trabalhador é imexível". Essa frase marcou sua trajetória no governo pois até então a palavra não existia no “Aurélio”.
Helton Verão/Com informações da assessoria
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