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Sem terras prometem passeata nesta quarta-feira

1 maio 2012 - 12h11 Por Markito

Milhares de trabalhadores sem terra e de acampamentos de Mato Grosso do Sul fazem passeata nesta quarta-feira (2) em protesto à paralisação quase por completo do processo de reforma agrária no Estado, há mais de dois anos. “É o Grito da Terra Mato Grosso do Sul”, justificou Geraldo Teixeira de Almeida, presidente da Fetagri/MS (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso do Sul).

A manifestação está prevista para começar a partir das 8 horas, passando pelas principais ruas de Campo Grande, pela Governadoria, INCRA, Ministério Público Federal, INSS e Banco do Brasil.

A Fetagri, segundo Geraldo, resolveu antecipar o Grito da Terra Brasil, que será realizado dia 30 de maio em todo Brasil, “porque a situação aqui está insuportável. Tudo está praticamente parado. As desapropriações foram suspensas e as obras que estavam sendo construídas nos assentamentos, principalmente as moradias, milhares delas, estão paralisadas e provocando instabilidade, insegurança e insatisfação das famílias”, explica o líder sindical que terá apoio das lideranças dos sindicatos de trabalhadores rurais de todo o Estado nesta manifestação de amanhã em Campo Grande.

“Nossa caminhada será pacífica. Queremos apenas chamar a atenção das autoridades e da opinião pública para os problemas que nossos trabalhadores rurais estão atravessando no Estado há mais de dois anos, quando estourou aqui denúncias de corrupção dentro do INCRA. Não temos culpa de nada e por isso precisamos que o trabalho ande”, diz Geraldo.

A Concentração está marcada para a sede da Fetagri, situado na Avenida Engenheiro Roberto Mange, quase esquina com a Salgado Filho (uma rua abaixo da Avenida Bandeirantes). Dalí os trabalhadores saem pela Salgado Filho, em direção à Avenida Bandeirantes; Passam pelo Ministério Público Federal, onde um grupo permanece ali, com faixas e cartazes, enquanto o restante do grupo segue em direção à Rua 26 de Agosto, até a sede do INSS; Dalí partem para a Avenida Afonso Pena, em direção ao Banco do Brasil (agência 13 de Maio), situado nessa via, esquina com a Rua 13 de Maio; Mais adiante o grupo chega também à sede do INCRA e depois para a Governadoria. Eles querem pedir o apoio do governador André Puccinelli para acelerar o processo de reforma agrária em Mato Grosso do Sul.

Helton Verão

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